A ligação durou pouco tempo. A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou esta segunda-feira a cessação “imediata e unilateral” do contrato com a VT Markets, na sequência da polémica instalada sobre a legalidade da operação da corretora financeira em solo nacional.
Num comunicado duro, o organismo liderado por Fernando Gomes justifica a decisão com a necessidade de proteger a sua “credibilidade e bom nome”, acusando a empresa de ter promovido a associação de forma indevida no mercado português.
Sem licença e sem proteção
A polémica estalou quando se tornou público que a VT Markets não possuía licença para operar em Portugal, o que significava que qualquer investimento feito por cidadãos nacionais na plataforma não estaria protegido por qualquer órgão regulador.
A FPF esclarece que a decisão de romper o vínculo prende-se com a forma como a empresa “publicitou” a parceria e atuou no mercado nacional, extravasando os limites do que estava acordado.
Acordo era para o Médio Oriente
Na sua defesa, a FPF reforçou que o contrato original cumpria “de forma escrupulosa” todos os requisitos legais, uma vez que o âmbito geográfico da parceria estava limitado exclusivamente ao Médio Oriente e Norte de África.
O objetivo, segundo a Federação, seria apenas “aproximar os milhões de fãs” que seguem o futebol português nessas regiões, não englobando o mercado português ou qualquer outro fora daquela zona.
Ameaça de Tribunal
Com o corte de relações consumado, a FPF lançou um ultimato à corretora: a VT Markets terá de retirar todas as referências aos ativos da FPF (logótipos, imagens de jogadores, etc.) de qualquer página ou comunicação da empresa.
Caso a ordem não seja cumprida de imediato, a Federação garante que avançará com uma ação judicial contra a operadora financeira.










