Treinador azul e branco fez parte de uma programa especial, promovido pela UEFA, onde abriu o livro sobre o seu processo como técnico principal – após um empate difícil de digerir com o Famalicão.
Francesco Farioli: “Conforto não faz parte da minha carreira”
Aos 36 anos de idade, o treinador italiano é o mais novo nas competições europeias. Com a equipa a lutar por um lugar nas meias-finais da Liga Europa, o técnico azul e branco foi visitado pela UEFA, para explicar um pouco mais sobre o seu percurso e a sua filosofia. Começou por ver, e responder, a uma mensagem de Maniche, antigo médio dos dragões que chegou a conquistar a Taça UEFA com o clube.
Depois desse momento, Francesco Farioli falou um pouco sobre o início do seu percurso: “Se há uma linha comum em todas as decisões que tomei até agora, com certeza o conforto não faz parte da minha carreira. Quando terminei a escola, decidi ir estudar Filosofia. Eu fiz isso em Florianópolis. Decidi começar a minha jornada com o desejo principal de desenvolver a minha forma de pensar. Não apenas sobre o que, mas especialmente sobre como, o que eu queria fazer. A curiosidade é um dos elementos principais que me movimenta. É algo que eu demando muito dos meus jogadores”.
“Por exemplo, o Thiago Silva, que acabou de chegar aos 41 anos de idade, é um jogador com uma carreira incrível. Na última temporada, meu capitão era o Jordan Henderson. E na anterior, o meu capitão era o Dante. Dois deles mais velhos do que eu. Você espera que não há nada que você possa-lhes dar, ou que ensinar. Na realidade, acho que lhes dei algo, mas também aprendi muito deles. E este é absolutamente o valor real do que fazemos todos os dias”, atirou de seguida Francesco Farioli.
Francesco Farioli abriu, depois, as portas de sua casa aos adeptos: “Quando eu vou para casa tento dedicar-me aos meus dois filhos, Lea e Tommaso. Quando chego a casa, a televisão está sintonizada no YouTube com músicas do FC Porto e isso cria uma dinâmica muito especial. Ainda tenho o computador em casa, mas tento não abri-lo tanto, só quando é necessário. E quando faço isso, geralmente tenho meus dois adjuntos jovens comigo para me dar conselhos para os treinos ou táticas para o dia seguinte”.
A terminar, Francesco Farioli – que vai ter de gerir a equipa com pinças – abordou essa eliminatória com o Nottingham Forest: “É uma partida que, claro, vai exigir a nossa melhor versão. Isso é claro, contra uma equipa muito competitiva, ainda mais desde que o Vítor Pereira assumiu o comando técnico. Vamos defrontar adversários difíceis. Sinto-me privilegiado e muito sortudo por fazer o trabalho que faço num clube com esse tipo de história. Trabalhar no duro está-me no sangue. Esse é o primeiro passo, um passo obrigatório, para ter sucesso”.











