Internacional português admite que continua a “sofrer” pelo clube azul e branco
Francisco Conceição concedeu uma entrevista à Sport TV na qual abordou vários temas marcantes da sua carreira, deixando clara a ligação emocional que mantém ao FC Porto e admitindo que o regresso ao clube azul e branco faz parte dos seus planos futuros.
“Não vou dizer que não. O FC Porto é o clube do meu coração. É um clube que me diz muito e quero muito regressar. Quando? Não sei. Mas acho que num futuro próximo não será. Mas sim, teria todo o gosto em poder regressar para continuar a mostrar o meu valor e não para acabar a carreira”, assegurou.
Transferido do FC Porto para a Juventus no verão de 2024, Francisco garante que continua a viver intensamente a realidade portista à distância. “Sei o que aquelas pessoas sofrem. Quero que o FC Porto vença e este ano estou mais feliz por aquilo que estão a conseguir fazer. O último ano foi de sofrimento, muito difícil para nós. Este ano estamos a dar uma resposta bem diferente. Principal candidato ao título? Sem dúvida nenhuma. Está a demonstrar que é melhor do que os adversários e tem de continuar assim, porque o campeonato é longo”.
Ao recordar o primeiro golo que marcou com a camisola do FC Porto, momento que terminou com um abraço emotivo ao pai e então treinador, Sérgio Conceição, o internacional português destacou o papel central da família no seu percurso. “É o que faz com que, todos os dias, tenha essa tal fome de vencer na vida, de provar que tenho capacidade, que consigo. O meu objetivo é deixar a minha família orgulhosa, é o que mais quero. E esse foi um momento muito bonito, não há nada melhor do que isso”, confessou.
No que diz respeito à Seleção Nacional, Francisco Conceição não esconde a ambição de marcar presença no próximo Campeonato do Mundo. “É uma competição que todos querem jogar. Digo sempre que a Seleção é o expoente máximo de um jogador de futebol. Quero muito estar no Mundial e quero muito ser importante na Seleção, mas para isso há este trabalho todo até lá que tem de ser bem feito”.
Quanto à trágica morte de Diogo Jota e do irmão André Silva, em julho do ano passado, um episódio que continua a marcar o grupo da equipa das quinas. Para Francisco, a dor tem de ser transformada em motivação. “Foi um dos momentos mais difíceis para nós. Além de um grande jogador, era um colega com que toda a gente se dava bem. Não havia ninguém que pudesse dizer alguma coisa [má] do Diogo. E sem dúvida que agora, quando entramos em campo pela Seleção, será por ele também. Tinha o sonho de ganhar o Mundial e nós queremos levá-lo connosco em todos os jogos. Estará sempre presente pela importância que tinha e pela pessoa que era. Teremos de o representar da melhor forma possível para que se sinta orgulhoso da nossa Seleção”, concluiu.











