Francisco Conceição falou aos jornalistas, a dois dias do encontro com o Uzbequistão
Francisco Conceição foi o representante da Seleção Nacional na conferência de imprensa de antevisão ao próximo encontro de Portugal no Mundial 2026. O jovem internacional português irá abordar as expectativas para a partida frente ao Uzbequistão, marcada para a próxima terça-feira, 23 de junho, às 18h00.
O Uzbequistão ainda não conseguiu entrar na área de Portugal e mantém uma linha defensiva muito recuada. A seleção portuguesa tem sentido dificuldades em criar oportunidades de perigo…
“É um dos aspetos que temos vindo a trabalhar, a chegada à área. É uma equipa com uma linha de 5, um treinador que conheço. Cabe-nos criar, rematar, tentar fazer o máximo possível para desestabilizar a defesa”
Como avalia o seu momento de forma? O que gostaria que se escrevesse sobre a participação de Portugal e sobre o seu desempenho?
“Chegar o mais longe possível, temos qualidade mas temos de o demonstrar. Sou sempre mais um para ajudar, estou aqui para ajudar o máximo possível. Estou a realizar um sonho. Podem esperar de mim o máximo em 10 minutos ou 90”
É a primeira dupla de pai e filho a disputar Mundiais. O seu pai esteve presente em 2002. Que histórias ou recordações lhe costuma contar dessa experiência?
“Acho que não correu assim tão bem, foram eliminados na fase de grupos [risos]. É sempre um orgulho saber que o meu pai jogou um Mundial e que eu agora estou aqui. Espero que a história seja diferente. Contou que iam com muita ambição e que o objetivo era chegar mais longe possível. Que um erro pode deitar tudo a perder.”
Tem-se falado muito do Cristiano. Sentem necessidade de o procurar mais durante o jogo?
“Acho que o Cristiano… a marcar golos não há ninguem como ele. Não sentimos essa necessidade, passo a bola para quem está melhor desequilibrado. Ele está aqui para ajudar como qualquer jogador.”
Numa competição como o Mundial, não seria normal ver um ambiente mais descontraído? A tensão que transparece nas conferências de imprensa acaba por chamar a atenção…
“Não correndo bem somos os primeiros a sentir isso. Não há ninguém que fique pior, sentimos na pele. A pressão está presente, estamos habituados a isso. Jogamos todos em grandes clubes. Sabemos que vai haver mais pressão, cabe-nos a nós dar resposta no próximo jogo”
A expressão “espalha-brasas” assenta-te bem? És muitas vezes o jogador que entra para mudar o rumo do jogo e a tua prestação na Liga das Nações foi prova disso…
“Depende do que se quer dizer. Quero ser conhecido como o Francisco. Tenho sido titular na minha equipa, esse papel depende da forma como queremos enquadrar. Estou aqui para dar o máximo e mostrar que sou mais um para ajudar”
O Cannavaro jogou ao lado do seu pai. Ele contou-lhe alguma história ou partilhou alguma recordação sobre ele? Fala com o Cannavaro com frequência?
“É o meu maior conselheiro, ajuda-me muito no futebol e na vida pessoal. Não falámos, sei que foi um grande jogador, sei qual vai ser estratégia, conheço bem os jogadores italianos, vai ser adiar o golo ao máximo. Sabemos das dificuldades”
Ainda não é titular na Seleção. O que lhe falta para conquistar esse lugar?
“Ajudar a equipa com golos, fazer o que mister pede, fazer o meu trabalho. Depois cabe ao mister a decisão. Sei que é difícil. Estamos todos aqui para baralhar as contas.”
O nome do seu pai tem sido associado ao cargo de próximo selecionador…
“Não tenho de comentar, temos o máximo de respeito, estamos focados no Mundial. Não é respeitoso da minha parte comentar isso.”
Acha que o facto de ser uma estreia faz com que as equipas entrem em campo com uma motivação e uma energia diferentes?
“Sim, chegando aqui querem mostrar que têm qualidade e capacidade para se baterem com as melhores. Temos de igualar essa vontade, a atitude. Isso não tem faltado. Temos executar o plano a 100% para sairmos vitoriosos”
As críticas servem de motivação extra para dar uma resposta?
“Sim, sem dúvida. Antes de dar uma resposta é mostrar a nós mesmos que temos capacidade de reagir. Nós queremos que este momento passe rápido.”
Ronaldo estreou-se pelo Sporting a 14 de agosto de 2002, ainda muito jovem. Que importância tem Ronaldo para a sua geração?
“É um exemplo, pela carreira, pela fome que demonstra todos os dias, supermotivdado para treinar como se fosse o último. Se conquistou tanto e continua com tanta fome a nossa tem de ser ainda maior. É mais um que está para ajudar, precisamos de todos para que o coletivo funcione”
Que importância tem vencer para enfrentar o jogo com a Colômbia com menos pressão?
“Queremos ganhar porque é o próximo. Depois o objetivo vai ser ganhar à Colômbia. Vamos jogo a jogo. O míster pediu-me para ajudar com as minhas caraterísticas”
Sendo canhoto, joga preferencialmente do lado direito. Está também disponível para atuar na esquerda, à semelhança de Pedro Neto?
“A minha posição preferida é na direita, é onde me sinto melhor. Se o míster achar posso jogar na esquerda… mas sabe que rendo mais na direita.”



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