Dinamarquês é o mais recente reforço do FC Porto
Já com algum percurso firmado na Dinamarca, Victor Froholdt é o mais recente reforço do FC Porto para o meio-campo, chegando com estatuto de promessa segura. Com apenas 19 anos, o jovem internacional dinamarquês apresenta um perfil que se encaixa na perfeição nas necessidades da formação orientada por Francesco Farioli. Essa é a opinião unânime de quem o conhece bem, como Pedro Ganchas, Diogo Gonçalves e Bruno Romão, ouvidos por O JOGO.
Pedro Ganchas, defesa-central do Silkeborg que enfrentou Froholdt na liga dinamarquesa, acredita que o novo reforço azul e branco tem uma missão clara: “No FC Porto vai ser um 8 declarado. É um jogador mais ofensivo, não o vejo como número 6, a concorrer com Alan Varela. Vejo-o mais à frente”, referiu.
Na mesma linha, Diogo Gonçalves, atualmente ao serviço do Real Salt Lake, e antigo colega de Froholdt no Copenhaga, descreve-o como um médio completo: “É um ‘box-to-box’ agressivo, com muita capacidade de trabalho. Connosco até jogou a extremo, mas passou para o meio-campo”.
Também Bruno Romão, técnico com experiência no futebol nórdico – orientou os finlandeses do Mariehamn –, vê em Froholdt uma aposta certeira: “Pela qualidade que tem, penso que vai adaptar-se com muita facilidade. Encaixa exatamente naquilo que são as necessidades do FC Porto e no estilo de jogo que eu penso que o Francesco Farioli quer implementar”, considerou.
Apesar da mudança para uma nova realidade futebolística representar um desafio, Froholdt demonstra uma maturidade competitiva acima da média para a sua idade. Segundo Ganchas, alia intensidade a capacidade técnica: “É um miúdo muito dinâmico, com boa capacidade técnica. É atlético, bate os metros todos do campo sem deixar de ter um perfil muito técnico. Isso torna-o apetecível. No campeonato dinamarquês aposta-se muito nos jovens. No Copenhaga eles têm muita bola, algo que também vai acontecer no FC Porto, e ele não se esconde do jogo”.
Diogo Gonçalves reforça essa ideia com uma memória concreta: “Lembro-me dele a trabalhar connosco [no Copenhaga], fazia o seu trabalho. Muito intenso, físico, com um bom remate”.
O FC Porto desembolsou 20 milhões de euros pelo passe do jogador, com mais 2 milhões em objetivos futuros. Para Bruno Romão, trata-se de um investimento com potencial retorno: “Pelo perfil de 8/10 que tem, pela facilidade de transporte de bola, e pela idade que tem, parece-me um investimento muito interessante pela possibilidade que há de desenvolver o jogador, de dar-lhe palco e, posteriormente, vender para as melhores ligas europeias”, complementa Bruno Romão.










