Falta de consenso trava internacionalização da prova
A proposta da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) para disputar a Supertaça feminina em Miami, no início de 2026, não avançará. O projeto, pensado para dar maior visibilidade internacional à competição, encontrou forte oposição do Real Madrid, que alegou que a prova ainda “não tem maturidade suficiente” para ser transferida para o estrangeiro.
Atlético e Athletic queriam Miami, Barcelona em dúvida
Segundo o Diario AS, o Atlético de Madrid e o Athletic Club mostraram-se disponíveis para viajar e disputar a Supertaça nos Estados Unidos, defendendo que a iniciativa seria uma boa oportunidade para expandir o futebol feminino espanhol.
Já o Barcelona, atual campeão e vencedor de cinco edições, preferiu não assumir posição definitiva, aguardando mais detalhes sobre a proposta da federação. Apesar disso, o clube catalão admitiu ver com bons olhos a internacionalização da prova pelo impacto do mercado norte-americano.
RFEF obrigada a recuar
Com a falta de consenso entre os clubes, a RFEF recuou na ideia e procura agora uma nova sede em território espanhol. O torneio deverá manter o formato atual e disputar-se em solo nacional, mas a federação estuda alternativas que possam garantir retorno financeiro e mediático semelhante ao que estava planeado para Miami.
A decisão volta a evidenciar as divisões internas entre os principais clubes espanhóis em torno da internacionalização das competições, num momento em que o futebol feminino continua a crescer em termos de público e de impacto global.







