O mercado de transferências está a desenhar um duelo de “ex-rivais” no Rio de Janeiro.
Arthur Cabral, o avançado que deixou o Benfica há cerca de seis meses para reforçar o Botafogo, está no centro de uma proposta milionária do Torino. Contudo, o seu regresso à Serie A italiana está agora dependente do veredito de Martín Anselmi, o novo treinador do “Fogão”, que recentemente integrou a estrutura técnica do FC Porto.
O emblema de Turim subiu a parada e colocou sobre a mesa uma oferta global de 12 milhões de euros (10 milhões fixos mais 2 milhões em bónus), esperando agora que o técnico argentino decida se abdica ou não do seu camisola 9.
A estratégia do Torino
De acordo com o jornalista André Hernan, o Torino está determinado a garantir o brasileiro e ajustou os moldes do negócio para tornar a proposta irrecusável. Ao aumentar a componente fixa de 9 para 10 milhões de euros, os italianos esperam reduzir a resistência da direção do Botafogo.
Esta movimentação visa devolver Arthur Cabral ao futebol italiano, onde o avançado já brilhou ao serviço da Fiorentina, antes de uma passagem pelo Estádio da Luz que ficou aquém das expectativas e acabou com a sua venda para o Brasil no último verão.
Anselmi: O “juiz” da transferência
A decisão final não é apenas financeira, mas sobretudo desportiva. Martín Anselmi, que chegou ao Botafogo com o prestígio de quem conhece o futebol europeu após a sua passagem pelo FC Porto, quer avaliar o plantel antes de autorizar saídas estruturais.
“Depende de Anselmi, mas também do Botafogo em libertar o jogador. Como o treinador chegou há pouco, existe sempre aquela situação de ter de ver o jogador em campo, de querer pelo menos usá-lo”, sublinhou André Hernan no programa ‘Fala a Fonte’, da ESPN.
Um vínculo de longo prazo
Apesar do assédio italiano, o Botafogo detém os direitos de Arthur Cabral até 2028. Este contrato longo permite ao clube carioca — e a Anselmi — gerir o dossiê com tranquilidade, embora uma venda por 12 milhões de euros represente um encaixe significativo para os cofres do clube.
Nas próximas semanas, o ex-treinador adjunto dos dragões terá de decidir se o ex-ponta-de-lança das águias é peça fundamental para o seu projeto no Brasileirão ou se a “luz verde” para Turim será o caminho a seguir.






