A décima etapa da Volta à Itália trouxe para a estrada um contrarrelógio individual, completamente plano, com 42 km.
Afonso Eulálio perde liderança do Giro D’Italia
Décimo dia de competição no Giro, onde os ciclistas enfrentaram o único contrarrelógio da prova. O esforço individual cumpria 42 km, entre Viareggio e Massa, numa etapa completamente plana. Tendo em conta estas circunstâncias, o perfil beneficiava os contrarrelogistas puros, e era prejudicial para os escaladores, como o caso de Afonso Eulálio.
O próprio português já tinha avisado que esperava perder a camisola rosa para Jonas Vingegaard no fim do contrarrelógio, mas a expetativa era de que se conseguisse agarrar a um lugar de pódio.
O primeiro, e grande favorito do dia, a partir para a estrada, foi Pippo Ganna, o campeoníssimo italiano da INEOS, um dos melhores do mundo no contrarrelógio. Fechou os 42 km em 45:53, e sentou-se na liderança da etapa, um estatuto que não voltaria a perder até ao fim do dia: é a oitava vitória de etapa da carreira do transalpino no Giro D’Italia.
Em relação aos candidatos à classificação geral, foram os últimos a partir, num dia que acabou por marcar muitas diferenças, e fazer uma revolução no top 10. O melhor classificado dos voltistas foi Thymen Arensman, neerlandês da INEOS. Derek Gee-West e Ben O’Connor foram outros nomes que realizaram um esforço individual positivo, dentro do top 15 do dia.
Em relação à luta pela camisola rosa, Afonso Eulálio saía com 2:24 de vantagem sobre Jonas Vingegaard. O dinamarquês fechou a 3:00 do vencedor do dia, na 13ª posição da etapa. O português chegou pouco depois: perdeu 1:57 para o homem da Visma | LAB, e mantém a camisola rosa, por 0:27, contra todas as expetativas.
Em relação aos restantes portugueses, António Morgado terminou na 28ª posição, a 4:05 do vencedor. Nelson Oliveira foi 38ª, a 4:44 de Ganna.









