O Mundial decide-se, mais uma vez, no GP de Abu Dhabi de F1, no circuito de Yas Marina num final de temporada explosivo e com três candidatos ao título.
A temporada de 2025 chega ao seu derradeiro capítulo no GP de Abu Dhabi de F1, após meses de reviravoltas, recuperações improváveis e liderança alternada entre três pilotos que carregam narrativas bem distintas. Lando Norris chega à última prova no topo da classificação, mas apenas com 12 pontos de vantagem sobre Max Verstappen, que protagonizou uma recuperação notável depois de ter estado a mais de 100 pontos do britânico. Oscar Piastri, que liderou boa parte do campeonato, segue agora em terceiro, a 16 pontos do colega de equipa, mantendo-se na luta até ao fim. O GP de Abu Dabhi vai ser, mais uma vez, palco da decisão final do campeonato e coroar o seu campeão.
Three Drivers. One Championship. 💪
— Formula 1 (@F1) December 1, 2025
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Yas Marina: o cenário perfeito para um desfecho imprevisível
Com 13 finais de temporada já disputados aqui, Yas Marina e o GP de Abu Dhahi de F1 tornou-se um símbolo de dramas desportivos. Concebido por Hermann Tilke e redesenhado há quatro anos para proporcionar corridas mais fluídas, o traçado de 5,281 km e 16 curvas é marcado por duas zonas cruciais:
- A reta de 1,2 km entre as curvas 5 e 6, onde se concentram as ultrapassagens;
- A sequência técnica 10-11-12, que exige travagens fortes e coloca enorme carga lateral nos monolugares.
Este ano, parte do asfalto — entre as curvas 1 e 4 — foi renovado para eliminar irregularidades, num circuito onde as corridas noturnas geram variações bruscas de temperatura, alterando a aderência e o comportamento dos pneus ao longo do fim de semana.
Horários e onde ver o GP de Abu Dhabi de F1
A transmissão da última prova da temporada, o GP de Abu Dhabi de F1, será transmitida, como habitualmente, pela DAZN, no canal 5. Porém, será também possível ver a partir do canal da F1, mediante subscrição. As horas indicadas do GP de Abu Dhabi de F1 são as de Portugal Continental.
Sexta-Feira
- TL1 – 09:30
- TL2 – 13:00
Sábado
- TL3 – 10:30
- Qualificação – 14:00
Domingo
- Corrida – 13:00

A despedida dos monolugares de 2022–2025
O GP de Abu Dhabi de F1 marca também o fim oficial da atual geração de carros. Introduzidos em 2022, estes monolugares apostam no efeito de solo para permitir corridas mais próximas, mantendo o motor 1.6 V6 turbo híbrido, mas aumentando o peso por razões de segurança e pela adoção das jantes de 18 polegadas. Em 2026, chega uma nova filosofia: carros mais leves, mais compactos, pneus ligeiramente mais estreitos e a mesma jante de 18’’. A atual geração ficará associada à primeira tentativa moderna de recuperar o espetáculo em pista através de uma aerodinâmica menos dependente de asas e mais do fundo do carro.
Estatísticas e história: Abu Dhabi como palco de consagrações
O circuito de Yas Marina recebe o GP de Abu Dhabi de F1 pela 17.ª vez consecutiva. O primeiro vencedor, em 2009, foi Sebastian Vettel. Já Lewis Hamilton continua a liderar o histórico com 5 vitórias e 5 pole positions. Max Verstappen, por outro lado, pode igualar esse registo este ano, já que conta com 4 vitórias em Abu Dhabi.
A Red Bull é a equipa com mais triunfos (7), seguida de perto pela Mercedes (6), que aqui conquistou o seu oitavo título mundial de construtores em 2021 — precisamente no mesmo dia “inesquecível” em que Verstappen arrecadou o seu primeiro campeonato de pilotos, roubando-o a Lewis Hamilton, depois de, mais tarde, ter sido assumido pela FIA, como um dos maiores erros dos últimos anos da modalidade.
O título decide-se aqui: três pilotos, três histórias
Num campeonato onde cada corrida reescreveu o enredo, o GP de Abu Dhabi de F1 chega com três candidatos separados por margens mínimas:
- Lando Norris, em busca do seu primeiro título, depois de uma temporada marcada pela consistência;
- Max Verstappen, na tentativa de recuperar uma diferença que parecia impossível e chegar ao quarto campeonato;
- Oscar Piastri, o jovem que já liderou a época e que ainda acredita numa reviravolta final.
O Mundial de 2025 termina onde começou a sua lenda moderna: em Yas Marina, um circuito onde nada está decidido até ao apagar das luzes.

Curiosidades e estatísticas do GP de Abu Dhabi de F1
- Primeira corrida ao pôr do sol: o GP de Abu Dhabi de F1 foi o primeiro da história da modalidade a arrancar de dia e a terminar de noite, num processo de transição de luz único no calendário.
- O circuito “de bilionário”: Yas Marina foi construído com um orçamento estimado em mais de 1,3 mil milhões de dólares, sendo um dos complexos desportivos mais caros alguma vez construídos.
- A famosa saída das boxes por túnel: É o único circuito da F1 onde os carros saem das boxes por um túnel subterrâneo, passando por baixo da pista antes de regressarem ao traçado principal.
- A marina de luxo real: A marina interna não é apenas estética — recebe regularmente iates de luxo durante o fim de semana, aproximando-se da atmosfera de Mónaco.
- Hotel com mudança de cor: O icónico W Abu Dhabi Hotel, que atravessa a pista entre as curvas 18 e 19, possui mais de 5.000 painéis LED capazes de mudar de cor para criar animações durante a corrida.
- A reta mais longa do Médio Oriente: A reta entre as curvas 5 e 6, com cerca de 1,2 quilómetros, continua a ser uma das mais longas do calendário — ideal para DRS e travagens tardias.
- Local das decisões mais mediáticas: Desde 2010, cinco títulos de pilotos foram confirmados ou disputados em Abu Dhabi — incluindo a polémica decisão de 2021 entre Verstappen e Hamilton.
- Verstappen em ascensão: Max Verstappen venceu todas as edições entre 2020 e 2023, igualou Hamilton em consistência no circuito e pode alcançar o recorde absoluto de triunfos em 2025.
- O traçado já foi encurtado: A remodelação de 2021 retirou curvas lentas, eliminou a chicane 4–5 e encurtou a pista em cerca de 273 metros, tornando-a mais rápida.
- Maior sequência de finais consecutivos: O GP de Abu Dhabi de F1 é o único circuito moderno que encerra a temporada há 17 anos seguidos, um recorde na modalidade.
- Poucos abandonos: O circuito é conhecido por ser “amigo” dos carros: historicamente, regista uma das mais baixas taxas de abandono do calendário, favorecendo corridas estratégicas.
- Clima e aderência instáveis: Apesar de ser no deserto, o ar noturno torna-se mais húmido, o que pode afetar travagens e provocar pequenas perdas inesperadas de aderência — especialmente no início da noite.
- A luz nunca falha: O circuito possui mais de 4.700 luminárias LED, garantindo iluminação constante e uniforme, sem sombras, para assegurar condições ideais durante toda a corrida noturna.











