Entre asfalto gelado, aderência mínima e uma bandeira vermelha improvável, a noite do GP de Las Vegas de F1 abriu o fim de semana com mais perguntas do que respostas.
A sexta-feira do GP de Las Vegas de F1 transformou-se num laboratório experimental para pilotos e equipas. Com temperaturas e intempéries incomuns, humidade elevada e um traçado que já é conhecido pela baixa aderência, mesmo em condições secas, as duas sessões de treinos livres revelaram um cenário complexo para o resto do fim de semana. Charles Leclerc brilhou no TL1, enquanto Lando Norris assumiu a liderança no TL2 — mas ambos sofreram com um circuito imprevisível e que testou os limites dos pilotos.
Clinching the fastest time on Friday with 1m33.602s ⏱️
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Let's go onboard with Lando Norris for a rapid lap around the Las Vegas Strip Circuit! 🤩#F1 #LasVegasGP pic.twitter.com/KaoObQ1dqC
TL1: Leclerc domina uma pista fria, suja e escorregadia
O ambiente já se mostrava instável antes mesmo do início do TL1 do GP de Las Vegas de F1. Com céu carregado e risco de chuva iminente, as equipas chegaram ao asfalto gelado da Strip com apenas 14 ºC no ambiente e 18 ºC no piso — números críticos para o funcionamento dos pneus C3, C4 e C5 da Pirelli. Logo nos primeiros minutos, a falta de aderência ficou evidente. Lawson foi o primeiro a queixar-se da traseira instável, seguido de vários pilotos que lutavam contra o asfalto ainda “verde”. As imagens em câmara lenta mostraram carros como o de Albon e o de Bortoleto a sofrerem com ondulações típicas de circuitos citadinos.
A evolução do piso foi gradual: Hadjar, Gasly, Sainz e Verstappen rodaram no topo à medida que o traçado ganhava borracha. No entanto, foi Charles Leclerc quem se adaptou de forma mais eficaz. O monegasco da Ferrari registou 1:34.802 na fase final, exibindo ritmo forte em sectores onde a Red Bull de Verstappen tradicionalmente domina. O TL1 do GP de Las Vegas de F1 terminou com Leclerc no topo, seguido por Tsunoda e Verstappen. A Mercedes mostrou-se discreta, sem conseguir sair do 9.º e 10.º lugar, enquanto McLaren alternou entre acertos divergentes nas asas traseiras dos seus dois pilotos.
Drifting and sparkles! 👌
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TL2: Norris lidera sessão marcada por neblina e… tampa de bueiro solta
A segunda sessão de treinos do GP de Las Vegas de F1 começou com um novo desafio: uma nebline fina e com muita humidade, quase chuviscos, deixou o traçado ainda mais traiçoeiro. A temperatura caiu para 13 ºC, o asfalto não passou dos 16 ºC e os primeiros minutos viram apenas três carros corajosos: as duas Alpine e Russell. Gradualmente, o restante pelotão foi para a pista, tentando perceber onde era possível confiar. Tal como no TL1, a luta pela aderência foi constante, com múltiplas escapadelas e correções violentas ao volante — Norris incluído, que demorou a registar a sua primeira volta lançada.
Quando finalmente o fez, o britânico mudou o rumo da sessão: 1:34.713. Russell respondeu. Hamilton também subiu. Leclerc alternou na frente. Mas Norris — sempre fortíssimo no segundo sector — voltou a assumir a liderança. A cerca de 20 minutos do fim, Antonelli colocou a Mercedes na frente com 1:33.631, apenas para Norris responder na volta seguinte e recuperar o comando da tabela.
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A sessão parecia caminhar para uma batalha final quando, subitamente, surge uma bandeira vermelha… porém sem qualquer acidente. Mais tarde percebeu-se o motivo: uma tampa de bueiro solta, relembrando o incidente que marcou o regresso de Las Vegas ao calendário, em 2023. A tentativa de retomar a sessão durou apenas cinco minutos, o que acabou por ser insuficiente, e finalizando a segunda sessão de treinos do GP de Las Vegas de F1 nas mãos de Norris — o líder antes da interrupção.
🔴 RED FLAG 🔴
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Curiosidades: Sexta-feira do GP de Las Vegas
- Ferrari consistente: Leclerc foi o único piloto a terminar ambas as sessões entre os três mais rápidos.
- Temperaturas pouco comuns: 13 ºC a 14 ºC no ambiente e menos de 18 ºC no asfalto — quase condições de inverno europeu.
- Tampa de bueiro solta: Episódio repete preocupação já vivida em 2023, quando Sainz danificou o carro no mesmo tipo de incidente.
- Sector 2 decisivo: Norris foi consistentemente o mais rápido na parte mais técnica do circuito.
- Mercedes em evolução: Desaparecida no TL1, a equipa deu um salto significativo no TL2.
- Muitas escapadelas: Mesmo pilotos experientes, como Hamilton e Alonso, lutaram com a aderência mínima.
- Discreta Red Bull: Verstappen nunca liderou de forma clara em nenhuma fase das duas sessões.
- Bortoleto único de duros: O brasileiro foi o único piloto a testar o composto mais duro no TL2.
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A combinação de frio pouco habitual, baixa visibilidade e aderência mínima transforma o GP de Las Vegas de F1 num dos desafios mais peculiares da temporada. A Ferrari mostrou competitividade em volta rápida, a McLaren brilhou no ritmo prolongado e a Mercedes parece estar mais confortável no TL2 do que no TL1. Além da total imprevisibilidade, a ameaça de chuva continua presente para sábado e domingo.











