A sessão de qualificação sprint do GP do Brasil de F1, viu Verstappen e Hamilton a ficarem aquém do que era esperado e uma “meia” McLaren a conquistar a pole.
O primeiro dia de competição do GP do Brasil de F1 terminou com uma McLaren na pole, mas com outra a ocupar apenas a terceira posição. Com um tempo que acabou por se revelar imbatível nas três sessões da qualificação sprint, 1min09s243, a McLaren assegurou uma demonstração de força no conjunto, apesar de não ter conseguido a dobradinha. Do lado oposto, Verstappen ficou algo apagado, tal como Hamilton que, mais uma vez, voltou a sentir problemas. Do lado da Mercedes, Andrea Kimi Antonelli, o jovem estreante da Mercedes, brilhou ao conseguir o segundo melhor tempo, apenas 0s097 atrás do britânico da McLaren, numa volta de enorme maturidade, com Russel a aparecer num muito interessante quarto lugar.

(Créditos: Instagram)
Hamilton e Verstappen sem brilho
A sessão de qualificação sprint do GP do Brasil de F1 foi implacável com alguns dos nomes mais sonantes do pelotão. Lewis Hamilton, ao volante da Ferrari, ficou-se pelo SQ2, terminando em 12.º e a lamentar a falta de equilíbrio do monolugar. A diferença mínima de 0s076 para Nico Hülkenberg ditou a eliminação do heptacampeão, que dividirá a sexta linha da grelha com Alexander Albon, da Williams. Já Max Verstappen, habituado a dominar em Interlagos, não conseguiu encontrar o ritmo certo. Mesmo com pneus macios e uma estratégia agressiva, o neerlandês acabou apenas em sexto lugar, longe do desempenho dominante a que o público brasileiro se habituou nos últimos anos.

SQ1: Tsunoda e Sainz fora logo de início
O SQ1 do GP do Brasil de F1 decorreu sob céu limpo e com muito calor na pista de Interlagos. Os pilotos começaram de pneus médios, e as McLaren rapidamente se mostraram superiores. Piastri e Norris ocuparam as duas primeiras posições iniciais, antes de Verstappen assumir a dianteira com 1min10s107. Com o cronómetro a correr, Norris respondeu com 1min09s702, mostrando que estava pronto para dominar o dia. No final do segmento, Carlos Sainz (Williams) e Yuki Tsunoda (Racing Bulls) ficaram pelo caminho, juntamente com Colapinto, Ocon e Lawson.
SQ2: Bortoleto erra, Hamilton cai
No SQ2, a sessão começou equilibrada, mas logo Fernando Alonso surpreendeu ao colocar o Aston Martin na frente com 1min09s330. O brasileiro Gabriel Bortoleto, que fazia a sua primeira qualificação sprint em casa, cometeu um erro no último setor e acabou em 14.º, ficando fora da disputa pela pole. Pouco depois, Charles Leclerc protagonizou um momento tenso ao fazer um peão na saída do “Bico de Pato”, originando as respetivas bandeiras amarelas. O episódio afetou as voltas rápidas de vários pilotos, entre eles Hamilton e Gasly, que também acabaram eliminados.
Rewind to Leclerc's spin in the final moments of SQ2 🎥#F1Sprint #BrazilGP pic.twitter.com/8rlP9gn2zR
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SQ3: Norris confirma o favoritismo
Com apenas oito minutos no relógio, o SQ3 do GP do Brasil de F1 transformou-se numa batalha tática entre McLaren e Mercedes. Norris foi o primeiro a cravar um tempo forte, com 1min09s271, seguido de Antonelli, Russell e Piastri. Nos minutos finais, Lando ainda conseguiu melhorar o seu próprio registo, estabelecendo o definitivo 1min09s243, sem deixar margem para dúvidas. Antonelli consolidou o segundo lugar e mostrou que a Mercedes continua competitiva, enquanto Piastri e Russell completaram as duas primeiras filas. Atrás deles, Fernando Alonso (Aston Martin) e Max Verstappen (Red Bull) ficaram na terceira linha, prontos para tentar recuperar terreno na corrida sprint de sábado.
Our starting grid for Saturday's #F1Sprint 👀#F1 #BrazilGP pic.twitter.com/0KHWN6C7Zs
— Formula 1 (@F1) November 7, 2025
Expectativas para a sprint de sábado
A corrida Sprint do GP do Brasil de F1 deste sábado promete ser um dos pontos altos do fim de semana, com a McLaren em posição privilegiada e a Mercedes a mostrar competetividade. Norris chega como favorito, mas Antonelli poderá surpreender, enquanto Verstappen e Hamilton têm contas a ajustar num fim de semana que começou fora do guião habitual, mas que, se seguir as linhas do ano passado, depressa pode inverter as tendências.











