Entre a ameaça da chuva, acidentes e muitas ultrapassagens o GP do Brasil de F1 voltou a ser o palco de uma das melhores corridas da temporada!
O GP do Brasil de F1 voltou a provar por que Interlagos é um dos circuitos mais apaixonantes do calendário. O público vibrou do início ao fim com uma corrida imprevisível, recheada de incidentes, estratégias arriscadas e um nome que voltou a fazer história: Max Verstappen.
Mas o domingo do GP do Brasil de F1 acabou por sorrir a Lando Norris, o piloto britânico da McLaren que voltou a demonstrar frieza e controlo num fim de semana em que o caos esteve sempre à espreita. A vitória em São Paulo reforça a sua liderança no campeonato, agora com 390 pontos, contra os 341 de Verstappen, mantendo viva a luta pelo título quando restam apenas três corridas e uma sprint no calendário.
Interlagos: o templo da emoção
A atmosfera em São Paulo, para o GP do Brasil de F1, continua a ser única. No país de Ayrton Senna, cada corrida é uma celebração da velocidade e da memória do tricampeão brasileiro. Este ano, a homenagem veio de um jovem prodígio: Andrea Kimi Antonelli, que visitou o túmulo de Senna no cemitério do Morumbi antes da prova — um gesto simbólico que parece ter dado sorte ao italiano, que acabou por subir ao segundo lugar do pódio.
Interlagos é o segundo circuito mais antigo do calendário, apenas atrás de Monza. Desde 1990, o traçado atual tem sido palco de corridas históricas, e a edição de 2025 não fugiu à regra, muito à imagem do que já aconteceu na temporada passada.
DRIVER STANDINGS (with three rounds to go)
— Formula 1 (@F1) November 9, 2025
Norris extends his lead to 24 points 📈#F1 #BrazilGP pic.twitter.com/juh6zgXv4n
Um arranque caótico
Com o céu nublado e uma ameaça constante de chuva, a grelha do GP do Brasil de F1 já prometia drama. Verstappen optou por partir das boxes após trocar de motor e ajustar o “setup” do carro, enquanto Esteban Ocon fez o mesmo por razões técnicas. Logo na segunda volta, o Safety Car foi chamado à pista: Lance Stroll empurrou Gabriel Bortoleto contra o muro na Curva Laranja, e Lewis Hamilton viu o seu Ferrari sofrer danos no nariz após contacto com o Williams de Carlos Sainz Jr..
O britânico acabaria por abandonar mais tarde. Na sexta volta, a corrida recomeçou, e foi aí que começou o espetáculo. Oscar Piastri tentou ultrapassar Antonelli para ficar em segundo, mas o toque entre ambos acabou por afetar também Charles Leclerc, que teve de abandonar. Piastri recebeu 10 segundos de penalização, mas manteve o ritmo competitivo.
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A escalada de Verstappen
Enquanto à frente Norris e Piastri controlavam o ritmo, Verstappen começou a sua recuperação metódica. A cada volta, o neerlandês da Red Bull ultrapassava adversários, mostrando o mesmo instinto agressivo que o tornou tricampeão. À volta 18, já era nono, e pouco depois subiu a sétimo após uma sequência de paragens nas boxes.
O momento-chave do GP do Brasil de F1 veio a meio da corrida, quando a Red Bull decidiu apostar numa estratégia agressiva de três paragens, alternando entre pneus médios e moles, aproveitando o ritmo em pista limpa. A ousadia resultou. À volta 51, Verstappen liderava a corrida — algo impensável no arranque. A liderança, contudo, seria temporária, já que Norris, com pneus médios mais recentes, retomou o comando pouco depois.
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Norris em controlo, Antonelli impressiona
Na parte final, a corrida transformou-se num jogo de nervos. Verstappen atacou George Russell e ultrapassou-o por fora no S de Senna, num dos momentos mais belos da tarde. Ainda tentou alcançar Antonelli, mas o jovem italiano da Mercedes defendeu-se com maturidade e manteve o segundo lugar. Lando Norris cruzou a meta com autoridade, celebrando não apenas a vitória, mas também uma vantagem preciosa na luta pelo campeonato. O pódio ficou completo com Antonelli e Russell, enquanto Verstappen terminou em quarto, após uma corrida de pura resiliência.
TEAM STANDINGS (after 21/24 rounds)
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Mercedes and Red Bull move up one place 📈
Ferrari down two 📉#F1 #BrazilGP pic.twitter.com/eHy5ggRtmA
Três corridas, três candidatos
Com 83 pontos ainda em disputa, o Mundial de 2025 continua a prometer um desfecho imprevisível. Norris, Verstappen e Russell continuam matematicamente vivos na luta pelo título — e se a corrida de Interlagos mostrou algo, foi que nenhum deles está disposto a desistir. Entre emoção, tática e talento, o GP do Brasil de F1 provou mais uma vez porque é um dos palcos mais queridos da temporada. Em São Paulo, a velocidade não é apenas uma competição — é também uma festa.
DRIVER STANDINGS (with three rounds to go)
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Norris extends his lead to 24 points 📈#F1 #BrazilGP pic.twitter.com/juh6zgXv4n
Max Verstappen, que partiu das boxes e terminou no top-4, protagonizou, mais uma vez, uma das maiores recuperações do ano. O neerlandês da Red Bull transformou uma largada nas boxes numa corrida memorável, enquanto Lando Norris reforçou a liderança do Mundial com mais uma vitória consistente. Norris, aliás, alcançou um fim de semana perfeito, foi o primeiro nos treinos, venceu a Qualificação Sprint, a Corrida Sprint, obteve a pole e venceu a corrida. Piastri ainda não está convencido, e a sua manobra arrojada, que acabaria por ser penalizada (penalização que para muitos foi pesada de mais), deixa isso bem claro. O australiano ainda luta pelo campeonato de pilotos.










