O treinador do Estoril, Ian Cathro, foi muito contundente nas suas declarações após a derrota por 1-0 frente ao FC Porto, no Estádio do Dragão.
Em declarações à Sport TV, o técnico escocês teceu rasgados elogios à prestação dos seus jogadores e, num momento de tensão, denunciou uma tentativa de intimidação por parte de elementos do banco adversário após o apito final, deixando um aviso firme.
O Estoril pode ter saído do Dragão sem pontos, mas Cathro insistiu na qualidade da exibição da sua equipa. “Não sabemos fazer outra coisa [que não jogar olhos nos olhos]. A minha escolha de vir para Portugal e trabalhar aqui era a de fazer algo diferente. E foi ‘não vamos jogar com medo'”, frisou o técnico.
Surpresa Tática e Recado à Crítica
O Estoril surpreendeu taticamente, levando o treinador do FC Porto, Francesco Farioli, a comentar que haviam preparado “sete cenários diferentes e o Estoril apareceu com o oitavo”. Cathro reagiu com humildade à surpresa: “Talvez tenhamos tentado jogar como um grande, mas não somos grandes. Não temos esses recursos. O que temos é muita humildade, muito trabalho durante a semana e capacidade para ajustar.”
No entanto, o escocês focou-se em garantir que o trabalho da sua equipa fosse analisado com rigor e justiça, desvalorizando a possibilidade de o cansaço do adversário ter sido o fator decisivo para a boa exibição do Estoril.
“Saio muito curioso para ver como é que as pessoas falam deste jogo. E sinceramente não quero ver notícias a falar do cansaço da equipa adversária, que permitiu ao Estoril crescer e fazer um jogo mais ou menos. Quero ler sobre a qualidade do nosso jogo e dos nossos jogadores.”
Cathro sublinhou que, apesar de reconhecer que “a vida não é justa” em função do resultado, “tem de haver justiça na análise da qualidade do jogo e do trabalho dos jogadores”.
A Denúncia da Confusão no Final
O final do jogo foi marcado por um desentendimento na zona dos bancos. Ian Cathro esclareceu que a confusão se iniciou quando tentou dirigir-se a Francesco Farioli para lhe transmitir os seus cumprimentos:
“Queria mesmo dizer ao mister Farioli que fiquei mesmo impressionado com o trabalho dele. Ele tem feito bons trabalhos antes e aqui está a fazer um trabalho excelente. Isso ficou óbvio. Mas quando lhe queria passar à frente, acho que ele sentiu que eu lhe tinha dado um empurrão. E depois começaram as discussões.”
Foi neste momento que a situação escalou, com o técnico do Estoril a denunciar a atitude de outros elementos presentes na zona técnica dos azuis e brancos:
“Não gosto quando me tocam na cara. É uma coisa mais latina. Do outro lado, havia outras pessoas, e tenho alguns problemas com essas pessoas. Queriam intimidar-me e acho que fizeram um grande erro. Talvez não saibam que isso é impossível,” concluiu o treinador, visivelmente insatisfeito com a postura dos adversários.









