A tensão no Médio Oriente está a ter impacto direto na temporada de F1 2026. O conflito envolvendo o Irão, os Estados Unidos e Israel provocou instabilidade regional, encerramento de espaços aéreos e cancelamento de voos, criando um cenário logístico delicado para várias competições internacionais — incluindo a F1. A FIA emitiu um comunicado oficial sobre o calendário da F1, sublinhando que a segurança e o bem-estar serão determinantes nas decisões relativas às próximas provas na região.

Ben Sulayem quebra o silêncio
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, reagiu publicamente e pela primeira vez aos acontecimentos. Numa declaração oficial, manifestou solidariedade para com as vítimas e garantiu que a federação está a acompanhar a situação “de forma cuidadosa e responsável”.
“Segurança e bem-estar irão guiar as nossas decisões”, afirmou, referindo-se tanto ao calendário do Campeonato do Mundo da F1 2026, como ao do FIA World Endurance Championship.
A FIA confirmou que mantém contacto permanente com promotores, equipas e autoridades locais, num momento em que a incerteza domina o panorama desportivo na região.
Bahrain e Arábia Saudita sob vigilância
No caso da F1, o cenário é particularmente sensível. O campeonato tem agendado o GP do Bahrain para 12 de abril, e logo depois o GP da Arábia Saudita, no fim de semana seguinte.
Com vários países do Golfo em estado de alerta após ataques com mísseis e drones, o risco de perturbações logísticas é real para a temporada de F1 2026. Aeroportos encerrados e espaço aéreo condicionado já afetaram deslocações de membros do paddock, inclusive no arranque da temporada na Austrália. Apesar de a organização do GP da Austrália ter confirmado que todo o material e pessoal chegaram a Melbourne, a situação para as provas de abril permanece em avaliação constante.
F1 2026, WEC e MotoGP também em risco
Porém, o impacto não se limita à Fórmula 1. O Mundial de Resistência tem previsto o Prólogo e a ronda inaugural da temporada no Circuito Internacional de Lusail, com os 1812 km do Qatar marcados para 28 de março. No entanto, todos os eventos desportivos no país foram suspensos temporariamente. A própria MotoGP tem uma ronda prevista no Qatar, em abril, o que faz aumentar ainda mais a pressão sobre os organizadores e autoridades desportivas.
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Ímola e Portimão como alternativas
Perante o risco de adiamento ou cancelamento das provas no Médio Oriente na temporada de F1 2026, começam a surgir alternativas europeias. Segundo informações avançadas pelo portal RacingNews365, o Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, e o Autódromo Internacional do Algarve, com presença confirmada na próxima temporada e com motivos mais que suficientes para explicar este regresso, são os principais candidatos a substituir as corridas em causa.
Ímola recebeu o GP da Emília-Romanha até 2025 e mantém homologação válida da FIA. Já Portimão acolheu o Grande Prémio de Portugal em 2020 e 2021 durante o encerramento do mundo por causa da pandemia de COVID-19. Ambos os circuitos possuem infraestrutura e capacidade logística para organizar uma prova com um curto prazo de preparação.
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Calendário sob pressão
A F1 2026 tem pela frente um delicado exercício de equilíbrio entre segurança, estabilidade política e compromissos comerciais. Evitar um intervalo prolongado entre 29 de março e 3 de maio tornou-se uma prioridade estratégica (e económica) para a categoria. Num ano que já ficava marcado por todas as mudanças no regulamento, além de entrada de novas equipas, a instabilidade geopolítica acrescenta um fator inesperado à temporada. Para já, a palavra-chave é prudência — mas os próximos dias poderão ser decisivos para redefinir o calendário da temporada de F1 2026.











