Mais de seis milhões de euros destinados aos clubes portugueses continuam congelados devido a um impasse entre a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional. O valor, proveniente do mecanismo de solidariedade da UEFA, foi pago à federação no final do mês passado.
Dinheiro da UEFA continua bloqueado
Apesar da decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) de rejeitar a providência cautelar apresentada por União de Leiria, Vizela e Felgueiras, o montante continua sem ser distribuído. A ação judicial pretendia que o dinheiro fosse partilhado também pelos clubes da 2.ª Liga.
Perante esse processo, a FPF, liderada por Pedro Proença, decidiu suspender temporariamente a transferência das verbas. Mesmo após o chumbo da providência cautelar, o processo continua parado devido à falta de entendimento entre os dois organismos que gerem o futebol português.
Pedro Proença e Reinaldo Teixeira trocam responsabilidades
A Federação Portuguesa de Futebol aguarda que a Liga, liderada por Reinaldo Teixeira, indique oficialmente quais os clubes que devem receber o valor proveniente da UEFA. Sem essa confirmação, o organismo liderado por Pedro Proença prefere não avançar com a distribuição.
Por outro lado, a Liga entende que essa indicação não é necessária, argumentando que os critérios estão definidos pelas orientações da UEFA, pelas votações realizadas em Assembleia Geral e pela decisão judicial recente. O impasse mantém o dinheiro parado e aumenta a pressão de vários clubes para que a situação seja resolvida.











