António Miguel Cardoso anunciou esta terça-feira a demissão da presidência do Vitória de Guimarães, em conferência de imprensa, confirmando ainda que não será candidato nas próximas eleições. A decisão surge numa fase de instabilidade e marca o fim antecipado do seu ciclo à frente do emblema vimaranense.
Demissão confirmada e eleições a 13 de junho
O dirigente do Vitória de Guimarães justificou a saída com o incumprimento do objetivo traçado para a temporada. “De acordo com o que prometi no início da época, como as hipóteses de acabar em quinto lugar são curtas, vou entregar a minha carta de demissão”, afirmou, garantindo também: “Não serei candidato nas próximas eleições”.
As eleições antecipadas ficaram marcadas para 13 de junho. António Miguel Cardoso reforçou tratar-se de uma decisão pessoal e definitiva, sublinhando que não pretende regressar à vida diretiva. Belmiro Pinto dos Santos, antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral, já admitiu a possibilidade de avançar com uma candidatura.
Instabilidade diretiva marca temporada do Vitória
A saída do dirigente acentua um período conturbado em Guimarães. No passado dia 10 de março, Luís Pinto foi demitido da presidência na sequência de maus resultados, apenas dois meses após a conquista da Taça da Liga, evidenciando a turbulência que tem marcado a liderança do clube.
Apesar da instabilidade, o Vitória de Guimarães mantém-se como um dos adversários do Sporting até ao final da época. António Miguel Cardoso despediu-se com serenidade, afirmando: “Não acertámos sempre, mas fizemos tudo pelo Vitória”, deixando o futuro do clube em aberto numa fase decisiva da temporada.









