A herança de Pinto da Costa, que faleceu há pouco mais de um ano, está a transformar-se num caso polémico que promete agitar as instâncias judiciais nos próximos tempos. O processo coloca frente a frente o filho e a última companheira do dirigente, num braço de ferro por bens que parecem ter desaparecido. A disputa chegou agora a uma fase crítica.
Alexandre Pinto da Costa faz promessa ao FC Porto
O filho do ex-dirigente perdeu a primeira batalha judicial contra a viúva de Pinto da Costa, Cláudia Campo, mas a luta pela verdade continua nos tribunais. Alexandre Pinto da Costa estranha que as contas do pai, que foi homenageado pelo FC Porto, estejam praticamente a zeros e garante que não procura o dinheiro para proveito próprio. “Vou lutar pela verdade e o que eu eventualmente vier a ganhar não vou ficar com nada, vou doar tudo ao Futebol Clube do Porto”, afirmou o empresário.
Esta decisão surge num momento em que se tenta perceber o paradeiro da fortuna e das obras de arte herdadas pela família. O testamento terá sido alterado pouco antes da morte do antigo presidente, deixando ao filho apenas a parte mínima obrigatória por lei de um apartamento T1. Alexandre quer agora perceber como é que um homem que ganhava tanto dinheiro não deixou rasto de património financeiro disponível.
Tribunal ainda vai analisar inventário detalhado da herança de Pinto da Costa
Apesar da derrota em primeira instância, Cláudia Jacques, antiga amiga de Pinto da Costa, em comentário no V+ Fama, explicou que o tribunal apenas se considerou incompetente para decidir sem a realização de um inventário. Foi já interposto um recurso para tentar reverter a situação e esclarecer a situação sobre todos os bens que deveriam constar na herança de Pinto da Costa. A defesa acredita que, com uma análise rigorosa às contas e património, a verdade sobre os milhões desaparecidos virá ao de cima.
Caso Alexandre Pinto da Costa venha a recuperar valores significativos da herança de Pinto da Costa através da justiça, o FC Porto poderá vir a receber uma doação inesperada e avultada. Esta segunda fase do processo será fundamental para clarificar se houve ocultação de bens ou se a vontade do Pinto da Costa foi meramente deixar o filho de fora.









