Médio mexicano admite o desejo de terminar a carreira no Dragão, mas o cenário levanta dúvidas
Héctor Herrera voltou a colocar o FC Porto no centro do seu futuro e assumiu publicamente que gostaria de encerrar a carreira de azul e branco. Aos 36 anos, o internacional mexicano, atualmente ligado ao Houston Dynamo, não escondeu a ligação que mantém ao clube onde atuou durante seis temporadas.
“Seria um sonho poder terminar a minha carreira no FC Porto. Foi um clube onde passei muitos anos e passei muito bem. Gosto muito da cidade, do clube, das pessoas. Seria um sonho poder voltar e terminar a minha carreira aí. Quando estive com a equipa em Nova Iorque, no ano passado, falei com o André [Villas-Boas] sobre isso”, revelou.
Apesar de ainda estar vinculado ao emblema norte-americano, Herrera reconhece que o final da carreira começa a ser uma realidade cada vez mais próxima. “Acho que seria um tema, terminar. Estou num momento em que ainda tenho contrato. Mas seria um tema, poder fechar a carreira no clube de que gosto (…). Mesmo que não queira pensar, tenho de pensar, está a chegar o fim. Mas agora sinto-me muito bem fisicamente. Estou magrinho, isso é importante”, afirmou.
O antigo capitão portista garante que continua a sentir-se competitivo e acredita que a experiência acumulada lhe permite prolongar o percurso nos relvados. “Estou muito bem fisicamente, trabalho muito todos os dias para estar melhor e poder competir. Só que o futebol, agora, é intensidade. São todos muito rápidos. Se fisicamente não estás bem, não podes competir e sentes-te mal. Eu sinto-me muito bem. Acho que cresci muito aqui [aponta para a cabeça] e isso também me ajuda muito”, acrescentou.
A possibilidade de um regresso surge numa fase em que o FC Porto prepara alterações no meio-campo, sobretudo depois da saída de Seko Fofana, que regressou ao Rennes após o término do empréstimo. A política recente de André Villas-Boas demonstra, contudo, abertura para apostar em jogadores experientes, como aconteceu com Thiago Silva e Luuk de Jong na última temporada.
Ainda assim, o eventual reencontro entre Herrera e os dragões levanta algumas interrogações. Desde que deixou o Atlético de Madrid para rumar ao Toluca, há quatro anos, o mexicano tem competido em contextos menos exigentes do ponto de vista competitivo, primeiro no México e depois nos Estados Unidos, o que poderia exigir um período de adaptação ao ritmo do futebol europeu.
Também permanece na memória a forma como saiu do Dragão em 2019, depois de optar por não renovar contrato e seguir para Madrid a custo zero, uma decisão que gerou desagrado junto de parte dos adeptos portistas. Além disso, o setor intermédio conta atualmente com nomes como Alan Varela, Victor Froholdt, Pablo Rosario, Gabri Veiga e Rodrigo Mora, todos eles com forte confiança por parte de Francesco Farioli, cenário que poderá reservar a Herrera um papel menos preponderante caso o regresso venha a concretizar-se.










