O International Football Association Board (IFAB) reconheceu que a equipa de arbitragem liderada por João Pinheiro – que explicou recentemente a polémica com Lionel Messi – cometeu um erro no jogo dos quartos de final do Mundial 2026 entre a Suíça e a Argentina. Numa circular publicada esta segunda-feira, o organismo esclareceu que o VAR não deveria ter intervindo no lance que culminou na expulsão de Breel Embolo.
Regra esclarecida
O lance aconteceu aos 72 minutos, quando o encontro estava empatado 1-1. Numa primeira fase, João Pinheiro exibiu cartão amarelo ao argentino Leandro Paredes, mas, após intervenção do videoárbitro, alterou a decisão e mostrou o segundo cartão amarelo a Breel Embolo por alegada simulação, deixando a Suíça reduzida a dez jogadores.
Contudo, o IFAB veio agora esclarecer que essa intervenção do VAR não estava prevista nas Leis do Jogo. “Um cartão amarelo, que não seja um segundo cartão amarelo, só pode ser revisto para identificar o jogador que cometeu a falta; a falta em si não pode ser revista/modificada”, refere o organismo. Desta forma, a alteração da decisão inicial não deveria ter acontecido, o que significa que Embolo foi expulso de forma indevida.
Polémica reacesa
A decisão da equipa de arbitragem portuguesa gerou forte polémica durante o Mundial 2026 e alimentou as acusações de um alegado favorecimento da FIFA à seleção argentina, que acabaria por chegar à final da competição, onde foi derrotada pela Espanha.
Na altura, Lionel Scaloni rejeitou essas críticas e defendeu a integridade da arbitragem. “Não há favoritismo”, afirmou o selecionador argentino, acrescentando que “tudo se exagera nas redes sociais”. O técnico sustentou ainda que, com a tecnologia atualmente disponível, “é impossível” existir qualquer tipo de favorecimento, sublinhando que as regras “são claras”.











