A estrutura azul e branca reagiu com indignação à sanção aplicada pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, prometendo levar a defesa do jogador até às últimas instâncias.
O FC Porto considera desproporcional a suspensão de dois jogos imposta a William Gomes e já prepara uma contraofensiva jurídica para reverter a decisão.
Mão pesada da Federação gera revolta
O incidente que despoletou esta crise ocorreu no duelo frente ao Casa Pia, onde William Gomes viu o cartão vermelho direto após uma entrada sobre David Sousa. Embora a equipa de arbitragem tenha considerado o lance como jogo violento, o FC Porto classifica a sanção de dois jogos como “inaceitável”, argumentando que não houve dolo ou reincidência que justificasse tal rigor.
Para o clube, o Conselho de Disciplina ignorou o contexto do lance e aplicou uma punição máxima que prejudica diretamente o planeamento desportivo de Francesco Farioli para os próximos compromissos na Liga.
O argumento do “registo limpo”
A defesa que o FC Porto está a preparar foca-se no percurso imaculado do atleta. Esta foi a primeira expulsão na carreira de William Gomes, um facto que os dragões consideram ser uma atenuante obrigatória que foi olimpicamente desprezada pelos órgãos disciplinares.
- Inexistência de antecedentes: O jogador nunca tinha demonstrado comportamentos agressivos em campo.
- Critérios díspares: O departamento jurídico portista pretende comparar este lance com outros semelhantes ocorridos na prova que não resultaram em suspensões tão pesadas.
Recurso para garantir justiça no imediato
Com o objetivo de ter William Gomes disponível o mais rapidamente possível, pois é um dos jogadores que Francesco Farioli mais admira no plantel, o FC Porto vai recorrer da decisão. O clube entende que a justiça desportiva deve ser célere e equitativa, algo que, na visão dos responsáveis nortenhos, não aconteceu neste processo.
Enquanto o recurso não é decidido, o plantel continua a trabalhar sob a sombra desta ausência forçada, mas a mensagem interna é clara: o FC Porto não deixará cair um dos seus jovens talentos sem lutar contra o que define como uma “clara injustiça”.






