Gianni Infantino deu um novo passo na tentativa de avançar com a venda de uma participação do Mundial a investidores privados. Numa carta enviada às 211 federações filiadas na FIFA, o presidente do organismo estabeleceu o dia 19 de setembro como prazo para aprovarem o plano, prometendo um aumento significativo do financiamento às associações que votarem a favor.
Milhões dependem da decisão das federações
Segundo revela o The Times, as federações que derem luz verde ao projeto poderão receber até 40 milhões de dólares, cerca de 35 milhões de euros, entre 2027 e 2030. O novo programa, denominado FIFA Fast Forward, prevê ainda um pagamento imediato de 20 milhões de dólares a cada federação que aceite aderir à iniciativa.
Caso a proposta seja rejeitada, continuará em vigor o atual programa FIFA Forward, que prevê um financiamento bastante inferior. Em vez dos 40 milhões de dólares por ciclo, cada federação terá acesso a cerca de 10 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente 8,7 milhões de euros. Para que o plano avance, será necessário o apoio de mais de metade das 211 federações, além da aprovação do Conselho da FIFA.
Plano de Infantino continua envolto em polémica
O projeto prevê a criação de uma nova empresa para concentrar os principais ativos comerciais da FIFA, incluindo os direitos televisivos e de patrocínio do Mundial. A intenção passa por vender cerca de 20 por cento do capital a investidores privados e captar mais de quatro mil milhões de dólares, contando com o apoio do banco JPMorgan na estruturação da operação.
A proposta continua, porém, a enfrentar forte contestação. A UEFA já criticou duramente a iniciativa e várias federações europeias discutem a possibilidade de boicotar futuras edições do Mundial. Também a Concacaf, a Federação Inglesa e o antigo presidente da FIFA, Sepp Blatter, manifestaram reservas quanto ao plano, enquanto Andy Burnham, primeiro-ministro do Reino Unido, defendeu que “o futebol pertence aos adeptos” e não deve ser tratado como um ativo comercial.










