Antigo árbitro internacional aproveitou o seu espaço no jornal Record, para fazer uma análise aos encontros de Benfica e Porto, na 26ª ronda da Liga Portugal.
Iturralde González e o penálti de António Silva
O antigo juiz espanhol começou por analisar a grande penalidade cometida por António Silva, no Arouca vs Benfica: “É um penálti muito, muito claro. O defesa [António Silva] salta com o braço à altura do ombro, quase acima do ombro, estendendo o braço e ocupando o espaço, tornando-se maior. Tem tudo para que seja penálti”.
Iturralde González também falou do possível penálti sobre Pavlidis, onde não viu infração, e do amarela a António Silva, que pareceu bem mostrado, dependendo das palavras que o central dirigiu ao juiz. Criticou a ação de João Bessa, quando empurrou Dahl, aos 14′, e deixou a opinião de que a quezília entre Trezza e Dedic, no final da partida, podia ter ficado resolvida com dois cartões amarelos, ao invés das expulsões.
Porto – Moreirense também em destaque
Os dragões receberem a equipa de Moreira de Cónegos num jogo que terminou 3-0, mas que nem por isso deixou de ter polémica, nomeadamente em relação a um possível cartão vermelho para Zaidu, aos 52′: “Está muito, muito no limite. Zaidu pisa Travassos no tornozelo, mas assim que pisa, levanta logo a perna. Não mantém a pisadela. Quando nós, árbitros, temos dúvidas entre vermelho e amarelo, geralmente optamos pela sanção menor. Se é dúvida entre amarelo e nada, optamos por não admoestar. Aqui o árbitro considera que é uma entrada temerária”.
“Acho que é daquelas jogadas que lhe gera muitas dúvidas e vai para o amarelo. Este tipo de jogadas, visto em câmara lenta, parece vermelho claríssimo, mas em velocidade normal, já parece mais como amarelo. A chave para o árbitro não ter expulsado é Zaidu não ter deixado a perna fixa. Quando sente que pisa, levanta logo a perna. Além disso, vão os dois a disputar a bola. Se Zaidu lhe provocasse uma entorse ou pudesse lesioná-lo, já estaríamos a falar de um vermelho claríssimo. Mas aqui vejo algo mais fortuito e sem força excessiva. É uma jogada muito, muito duvidosa, que nenhum árbitro gosta que lhe aconteça. Entendo que tenha dado amarelo por não ter certeza do vermelho”, rematou Iturralde González, sobre esse lance.









