O ano de 2026 começa com um teste de sobrevivência para José Mourinho.
Com o título de campeão nacional a transformar-se numa miragem — após o empate (2-2) em Braga que deixou as “águias” a 10 pontos do líder FC Porto —, o Benfica entra num janeiro de “tudo ou nada”. São sete jogos (que podem ser oito) em apenas 30 dias, cruzando todas as competições e exigindo um fôlego que a equipa ainda não demonstrou ter.
Entre Taças e o pesadelo do Dragão
A sobrevivência interna do Benfica será testada em duas frentes eliminatórias. Primeiro, a Final-Four da Taça da Liga, onde reencontra precisamente o Sp. Braga nas meias-finais, com uma possível final frente a Sporting ou V. Guimarães no horizonte.
Pouco depois, a 14 de janeiro, chega o “Evereste” da temporada: uma deslocação ao Estádio do Dragão para defrontar o imparável FC Porto de Farioli, em jogo a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Com o campeonato em risco, as Taças tornam-se o salva-vidas imediato para o projeto de Mourinho.
Montanhas europeias: Juventus e Real Madrid
Na Liga dos Campeões, a missão é quase impossível. Apesar das duas vitórias recentes, o Benfica precisa de chegar aos nove pontos para sonhar com o play-off. O calendário não poderia ser mais cruel:
- Uma visita à Juventus, em Turim.
- A receção ao Real Madrid, na Luz.
Para além do prestígio, está em jogo a saúde financeira e o objetivo mínimo traçado pela direção de Rui Costa para a Europa.
Mourinho sob fogo: Os números não mentem
A pressão sobre o “Special One” não é apenas fruto do fosso pontual, mas também de uma eficácia estatística que desilude. Em 12 jogos de campeonato, Mourinho somou 7 vitórias e 5 empates, perdendo 10 pontos pelo caminho.
Trata-se do segundo pior registo de um treinador do Benfica desde 2008 (igualando Quique Flores). Apenas Nélson Veríssimo, em 2022, conseguiu fazer pior. Nomes como Jorge Jesus, Bruno Lage ou Roger Schmidt apresentaram números superiores aos de Mourinho nesta fase inicial.
O desafio a Rui Costa e a meta do 2.º lugar
Após o jogo em Braga, Mourinho subiu o tom, desafiando publicamente a estrutura liderada por Rui Costa a reagir às arbitragens: “O clube pode fazer algo ou acomodamo-nos”. O presidente respondeu de imediato com críticas ao golo anulado a Ríos, mas o foco terá de mudar rapidamente para o relvado.
Tanto António Salvador (pode ler tudo aqui), como Rui Costa reclamaram sobre a arbitragem do Braga-Benfica. Leia tudo aqui.
Com o primeiro lugar a uma distância sideral, o Benfica foca-se agora no “plano B”: garantir o segundo lugar (atualmente ocupado pelo Sporting, a 5 pontos), fundamental para assegurar a entrada direta na Champions de 2026/2027.








