Há vitórias que exigem esforço, outras que exigem sacrifício, e depois há a de Jay Vine no Tour Down Under 2026, que exigiu uma tolerância à dor digna de um filme de ação.
O ciclista da UAE Team Emirates não só conquistou a sua segunda coroa na prova rainha da Austrália, como o fez com um osso do pulso partido, cortesia de um canguru demasiado entusiasta.
O que parecia ser apenas mais um dia de gestão da camisola de líder transformou-se num #filme” de sobrevivência que deixou o mundo do ciclismo boquiaberto.
O Incidente: Natureza Selvagem vs. Pelotão
O drama começou quando, subitamente, um canguru irrompeu pelo meio do pelotão durante a etapa final. O impacto foi inevitável e provocou uma queda múltipla que dizimou as aspirações de vários favoritos. Pode ver a notícia completa e vídeo AQUI.
- Vítimas de peso: O equatoriano Jhonatan Narváez, que defendia o título e rodava no 2.º lugar da geral, foi forçado a abandonar.
- O “desrasque” de Vine: Com a bicicleta danificada e o pulso esquerdo a latejar, Jay Vine não desistiu. Como a sua equipa estava reduzida devido a outras quedas, o australiano teve de terminar a prova na bicicleta emprestada de um dos poucos companheiros que restavam em pista.
O Diagnóstico: O preço da Camisola Laranja
Só depois de cruzar a meta e levantar o troféu é que a adrenalina baixou e a realidade se impôs. As dores no pulso esquerdo levaram Vine diretamente para o hospital, onde os exames revelaram uma fratura significativa do escafoides.
“O Jay reportou dores intensas após a corrida. A revisão médica confirmou a fratura e ele foi submetido a uma cirurgia bem-sucedida esta terça-feira de manhã.”
— Dr. Adrian Rotunno, Diretor Médico da UAE Team Emirates.
E agora? O impacto na Época Europeia
Embora a cirurgia tenha corrido bem, a fratura do escafoides é uma das lesões mais “traiçoeiras” para um ciclista, dada a importância da zona para o apoio e controlo do guiador.
Com a época europeia à porta, esta baixa é um golpe duro para a UAE Team Emirates, que contava com Vine para apoiar João Almeida e Tadej Pogačar nas grandes clássicas e voltas que se aproximam. Por agora, resta ao “Guerreiro do Canguru” recuperar, com a certeza de que a sua prestação em 2026 já entrou para o folclore do desporto.










