A sexta etapa do critério du Dauphiné trouxe as primeiras respostas importantes da montanha e nem todas foram positivas para João Almeida. Numa jornada exigente, marcada por várias subidas e sucessivas acelerações, o português da UAE Team Emirates acabou por perder contacto com os principais candidatos quando a corrida entrou na sua fase decisiva.
A corrida partiu-se e o português ficou para trás
Ao longo de grande parte da etapa, o pelotão foi controlando uma numerosa fuga, enquanto as equipas dos favoritos procuravam endurecer a corrida nas dificuldades montanhosas. O ritmo aumentou significativamente à medida que se aproximava a subida final e os ataques começaram a surgir em vários pontos do grupo principal.
Foi precisamente nessa fase que João Almeida começou a revelar dificuldades. A cerca de 70 quilómetros da meta, o português deixou de conseguir acompanhar o grupo principal, numa altura em que a seleção natural da montanha já estava a provocar diferenças importantes entre os candidatos à classificação geral.
Seixas voltou a mostrar porque é uma das sensações
Enquanto Almeida enfrentava dificuldades, Paul Seixas voltou a dar sinais do enorme potencial que tem despertado atenções no pelotão internacional. O jovem luso-francês da Decathlon CMA CGM manteve-se durante largos períodos entre os corredores mais fortes da etapa e voltou a surgir associado aos principais protagonistas do dia.
Na frente da corrida, a vitória acabou por sorrir a Maxim Van Gils. O belga da Red Bull-BORA-hansgrohe foi o mais forte no final e bateu Tobias Halland Johannessen no sprint decisivo, fechando uma etapa intensa que começou a desenhar diferenças importantes antes das jornadas mais duras que ainda estão por disputar.








