João Gabriel reagiu esta quarta-feira à divulgação dos áudios de Pedro Proença, considerando que o seu conteúdo “não surpreende absolutamente ninguém”. Numa publicação na rede social LinkedIn, o antigo diretor de comunicação do Benfica acusou o presidente da Federação Portuguesa de Futebol de recorrer à influência, à pressão e à divisão como forma de exercer poder.
“Não olha a meios para atingir os fins”
Na publicação, João Gabriel afirmou que os áudios “apenas confirmam o carácter e o método de alguém com uma ambição desmedida”, descrevendo Pedro Proença como “um dirigente que faz da influência um instrumento de poder, que adapta o discurso ao interlocutor e que não olha a meios para atingir os fins”.
O antigo responsável pela comunicação dos encarnados acrescentou ainda que o líder da FPF “fala mal de uns quando está com os outros” e acusou-o de “alimentar desconfianças, promover divisões” e recorrer “à ameaça e à pressão”, mesmo em matérias que, segundo defende, não dependem da sua esfera de competência.
Críticas estendem-se à direção do Benfica
Na mesma publicação, João Gabriel foi mais longe e acusou Pedro Proença de criar dependências “com dinheiro, viagens e promessas”, de cultivar “imprensa amiga através de avultados contratos publicitários” e de recorrer à intimidação quando considera necessário. Recordou ainda episódios do passado, como as alegadas denúncias relacionadas com a instalação de câmaras numa eleição da Liga e um processo envolvendo Nuno Lobo, referindo que estes casos ajudam a explicar o conteúdo agora divulgado.
A terminar, João Gabriel deixou também críticas à direção do Benfica, numa referência às declarações de Rui Costa sobre um “projeto”. “Se o tal ‘projeto’ de que Rui Costa falou resultou deste tipo de ameaças, só resta um caminho a esta direção, porque pior do que a incompetência é a cobardia. Quem cede à chantagem perde a liberdade de decidir e perde a autoridade moral para liderar”, escreveu.










