A Ucrânia declarou hoje que é “ultrajante” a decisão do Comité Paralímpico Internacional –que foi alvo de acusações de Volodymyr Zelensky– de permitir que vários atletas russos e bielorrussos participem nos Jogos de Inverno de 2026 –com participação histórica portuguesa– sob as suas bandeiras nacionais.
Zelensky e Putin voltam a gerar polémica
“A decisão (…) é dececionante e ultrajante”, declarou hoje o ministro dos Desportos ucraniano, Matviy Bidny, na rede social X.
Segundo o ministro ucraniano, que é o braço direito de Volodymyr Zelensky neste assunto, “as bandeiras da Rússia e da Bielorrússia não têm lugar nos eventos desportivos internacionais que promovam a justiça, a integridade e o respeito. São as bandeiras dos regimes que transformaram o desporto num instrumento de guerra, de mentira e de desprezo”.
Seis atletas russos e quatro bielorrussos poderão competir sob as suas bandeiras nacionais nos Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina 2026, informou na terça-feira o Comité Paralímpico Internacional.
Decisão pode influenciar próximos Jogos Olímpicos
Esta decisão pode marcar o regresso de duas nações banidas desde a invasão da Ucrânia pelos russos, em fevereiro de 2022, e abre caminho a uma reintegração mais ampla da Rússia e da Bielorrússia no desporto mundial, dois anos antes dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (2028).
Os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026 decorrem entre 06 e 15 de março, nas cidades italianas de Milão e Cortina d’Ampezzo.






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