Depois das críticas feitas em agosto, na sequência da Volta a Portugal, José Azevedo voltou a abordar o estado do ciclismo nacional. O diretor desportivo da Efapel garante que não fez qualquer desabafo, mas sim deu a sua opinião sobre a necessidade de uma melhor estruturação da modalidade.
“Precisamos de um ciclismo bem estruturado”
Presente na 52.ª Volta ao Algarve, que decorre até 22 de fevereiro e tem como atual líder Paul Magnier, Azevedo explicou que apenas defendeu alterações que considera importantes para o bem da modalidade. “Era a minha opinião sobre a forma como o ciclismo português estava estruturado. Pode haver opiniões diferentes, aquela era a minha”, afirmou, demonstrando confiança na evolução do cenário.
O antigo ciclista sublinhou ainda que respeita o ciclismo nacional e as provas internas, lembrando que não teria criado um projeto como a Efapel se não acreditasse na modalidade. Ainda assim, reforçou que Portugal precisa de organização sólida, apesar de contar com cerca de 70 dias de competição anual.
Estratégia da Efapel e candidatos à geral
Sobre a Volta ao Algarve, Azevedo justificou a ausência da Efapel na fuga da primeira etapa, explicando que a equipa, composta maioritariamente por trepadores, precisava de gerir esforços. A decisão visou preservar corredores para as etapas de montanha, evitando desgaste desnecessário numa prova exigente.
Quanto à luta pela geral, apontou João Almeida e Juan Ayuso como principais candidatos à vitória final, destacando o bom momento do português e a ambição do espanhol. Florian Lipowitz e Oscar Onley foram também referidos como possíveis outsiders na disputa pela classificação geral da 52ª Volta ao Algarve.











