Defesa-central português terminou a carreira depois de mais um sucesso no Casa Pia, com quem conseguiu a manutenção.
José Fonte é o 12º a retirar-se
O defesa central José Fonte, tornou-se hoje, aos 42 anos, no 12.º jogador campeão europeu de futebol com Portugal em 2016 a terminar a carreira, sobrando ainda 11 no ativo, incluindo o avançado e capitão Cristiano Ronaldo.
Ao serviço do Casa Pia, José Fonte decidiu ‘pendurar’ de vez as chuteiras e pôs fim a uma carreira de mais de duas décadas, que teve inicio nos escalões inferiores de Portugal e Inglaterra, chegando depois a titular na final do Europeu 2016, com passagem também pela Liga dos Campeões, ao serviço do Lille, clube em que conquistou o título francês.
O agora antigo central, que fez 50 jogos e marcou um golo pela seleção nacional, sucede a Rui Patrício no grupo dos reformados, depois do ex-guarda-redes ter oficialmente posto fim à sua carreira em dezembro do ano passado.
A última época (2024/25) foi mesmo, até agora, a que viu mais campeões europeus a abandonar os relvados, com Patrício a seguir o caminho de Adrien Silva, Nani e Vieirinha.
Adrien deu os seus últimos toques como profissional nos Emirados Árabes Unidos, ao serviço do Dubai United, enquanto Nani disse adeus no Estrela da Amadora e Vieirinha no PAOK Salónica, da Grécia.
Em 2023/24, depois de participar no Euro2024, na Alemanha, e de liderar a defesa do FC Porto, Pepe despediu-se do estatuto de futebolista profissional, já depois de Bruno Alves, Ricardo Quaresma e Eder, todos em 2021/22.
Alves ‘pendurou’ as botas no Apollon, da Grécia, Ricardo Quaresma fez a sua última trivela no Vitória de Guimarães e Eder, o marcador do golo mais importante da história da seleção nacional, disse adeus no Al Raed, da Arábia Saudita.
O primeiro a deixar os relvados foi Ricardo Carvalho, logo em 2017, na China, seguindo-se Eliseu, no Benfica, e o guarda-redes Eduardo, no ‘seu’ Sporting de Braga.
Entre os ‘sobreviventes’, Cristiano Ronaldo segue com 41 anos no Al Nassr, da Arábia Saudita, e João Moutinho, com 39, ainda manda no meio-campo do Sporting de Braga.
Aos 35 anos, o guarda-redes Anthony Lopes defende a baliza do Nantes, numa carreira toda vivida futebol francês, e, ambos com 34, Danilo Pereira está na Arábia Saudita e Cedric Soares está a viver a temporada no Brasil com o São Paulo.
William Carvalho, também com 34 anos, está sem clube, após uma experiência no México, seguido do médio João Mário, campeão pelo AEK Atenas aos 33 anos, a mesma idade de Rafa, que está de regresso ao Benfica.
André Gomes, com 32 anos, segue carreira nos Estados Unidos, no Columbus Crew, enquanto Raphaël Guerreiro, com a mesma idade, terminou contrato com o Bayern Munique, com Renato Sanches, ainda apenas com 28 e eleito melhor jogador jovem do Euro2016, a defender as cores do Panathinaikos, da Grécia, numa carreira marcada por lesões e problemas físicos.
Entre os resistentes nas convocatórias da seleção nacional, agora liderada por Roberto Martínez, Cristiano Ronaldo é o único que continua a ter lugar na Cidade de Futebol, mas não foi o único campeão europeu que chegou a merecer, em certa altura, a confiança do técnico espanhol.
Danilo participou no Euro2024, que Raphaël Guerreiro falhou por lesão, depois de ter feito a fase de qualificação. Depois da prova que decorreu na Alemanha, ambos desaparecerem das escolas de Martínez.
João Mário foi uma vez chamado pelo selecionador nacional, ainda no inicio de 2023, enquanto Rafa Silva resolveu colocar fim à sua carreira internacional ainda antes da chegada do técnico espanhol.
Palavras de José Fonte na hora da despedida
No final do encontro que deu a manutenção ao Casa Pia, o defesa-central português deixou as últimas palavras enquanto jogador profissional num campo de futebol. Recorde, aqui:
Sobre o adeus ao futebol: “Seria difícil e duro terminar com resultado negativo e descida, seria impensável. E estes adeptos não mereciam, por todas as dificuldades. As pessoas não sabem, mas tivemos imensos contratempos, problemas. Mas um grupo coeso permitiu-nos celebrar. E permitiu-me terminar a carreira com um sorriso em vez de com lágrimas nos olhos. Estava com vontade de ajudar, ser positivo e dar a minha energia, de entrar. O míster decidiu assim.”
Agradecimentos: “Muito obrigado a toda a gente, à família, obrigado futebol.”
O futuro: “Acima de tudo continuar a educar-me, a aprender, tirar cursos que já tenho alguns, continuar a tirar o curso de treinador.”
Portugal no Mundial: “Há que acreditar.”








