Treinador encarnado esteve presente em conferência de imprensa, depois da igualdade a dois, em casa, com a formação minhota.
José Mourinho abre o livro sobre permanência no Benfica
As águias cederam um empate em casa, por 2-2, com o Braga, e viram o Sporting ficar em vantagem na luta pelo segundo lugar, com apenas uma jornada por disputar. Com o seu nome a ser cada vez mais falado, tendo em conta o interesse do Real Madrid, o treinador encarnado abordou algumas das notícias acerca do seu futuro:
No dia 1 de março disse que queria ficar… Depois de tudo o que se tem passado, assinava agora?
“Não. Porque 1 de março é 1 de março e porque a última semana do campeonato não é para se pensar em futuro, em contratos, é para pensar na missão que tínhamos que era de fazer um milagre. Acho que percebem o quero dizer com o milagre. A partir do momento em que entrámos nesta última fase, decidi que não queria ouvir ninguém, que queria estar “isolado” no meu espaço de trabalho. Como já disse há um par de semanas, há um jogo com o Estoril e a partir de segunda já poderei responder, o que será o meu futuro enquanto treinador e o futuro do Benfica.”
O resultado da próxima jornada influencia a decisão do futuro?
“Não. Estou a falar do Benfica, estás a falar do Real. O trabalho que temos feito para mim não vai mudar terminar em 2.º ou 3.º. Não é isso que vai influenciar. Claro que o Benfica quer jogar Champions e que eu também prefiro mas não tem influência”.
Adeptos não merecem resposta sobre futuro ou cabe a outra pessoa dar?
“Claro que me cabe a mim dar a resposta. Já me viu esconder das minhas decisões? Agora que ninguém me obrigue a comunicar decisões porque sou eu que decido os momentos. Não estou em condições de lhe responder. Na minha cabeça, desde que se começou a falar de hipóteses, só havia o ganhar e fazer o melhor. O respeito que o Benfica merece, que a minha profissão merece. Que ninguém toque aí, a não ser que seja algum idiota que o faça. Que ninguém toque por aí. Tenho o direito de me ter isolado. Não falei com ninguém de outro clube. Não falei com ninguém de nenhum clube. Não fazia sentido fazer outra coisa que não fosse concentrar-me. Não soa a despedida, soa ao respeito que tenho por eles, soa a uma defesa antecipada. O futebol tem estas coisas, eles serem criticados hoje parece-me de uma injustiça. Quando os critiquei depois do Casa Pia saiu-me da alma. Hoje quando é o dia em que se pensa que o Benfica terminará em terceiro é o dia em que tenho de os defender porque acho que o merecem. Não quero começar a próxima época castigado. Decidi ficar por aqui. Vou ficar por aqui. Já me sucedeu em Roma começar uma época com um castigo de uma época anterior. Não é uma boa situação. Não é bom. Por mim e pelo meu clube, calma. Só falta uma semana…”










