Técnico português fez uma visita relâmpago a Itália, para estar presente num evento de um patrocinador, e aproveitou para falar com os jornalistas transalpinos sobre vários temas.
José Mourinho: “Próximo objetivo é levar o Benfica à Liga dos Campeões”
O treinador encarnado esteve em Milão, na noite da última terça-feira, para marcar presença num compromisso comercial onde anunciou um acordo com a seguradora Prima Assicurazioni. Falou com os jornalistas à margem desse evento, e acabou por abordar vários temas, desde a Seleção nacional, a Francesco Farioli, ao futuro no Benfica. Leia, em baixo, tudo o que disse o ‘Special One’.
Francesco Farioli é o novo José Mourinho?
“Não quero ir longe demais, mas acho que ele vai ganhar o campeonato merecidamente. Ele será campeão: podem ou não gostar de como ele joga ou de como comunica, mas, no fim, quem ganha tem razão”.
Favoritos para o Mundial:
“Quem vai ganhar? Gostaria que fosse Portugal, que tem potencial para isso. O Carletto é o Carletto, mesmo que as pessoas não acreditem que o Brasil consiga. Mas, para mim, o Brasil com o Ancelotti é uma coisa e sem ele é outra. Acho que conseguem. A Argentina é a atual campeã do Mundo e parece uma equipa a sério: unida, compacta e feliz por jogar pela seleção. E depois a França, que com todo o talento que tem consegue formar três equipas competitivas. Um dia, terá de chegar a vez da Inglaterra… Mas acho que vou ficar de férias até aos quartos de final: há demasiadas equipas que vão lá apenas para perder. A verdadeira festa começa nos quartos de final”.
Falhanço da seleção italiana:
“A crise do futebol italiano? É triste. Quando vocês não se qualificaram, eu estava com Rui Costa e não conseguíamos acreditar: ‘Como é possível que a nossa Itália não tenha conseguido?’, perguntávamos a nós próprios. Mas é real, aconteceu”.
Itália precisa de um treinador estrangeiro?
“Não concordo: não acho que precisemos de um treinador estrangeiro. Itália tem treinadores com carisma, qualidade, experiência… Podem não ter o Carletto, mas podem ter o Max [Allegri], o Antonio [Conte], e certamente existem outros também… No entanto, há algumas coisas que precisam de ser repensadas. Por exemplo, vejo um país como Portugal com 10 milhões de habitantes: as competições para os jogadores jovens, as condições de trabalho… há diferenças incríveis. Depois, vê-se a qualidade dos jogadores portugueses que aparecem todas as semanas, com o selecionador a ter dificuldade em escolher quais os jogadores a excluir”.
Próximo objetivo:
“O meu próximo objetivo é levar o Benfica à Liga dos Campeões”
Treinar uma Seleção no horizonte?
“Ainda não é o momento. Penso nisso, mas depois também penso na minha vida sem o futebol e o dia a dia num clube: sem treinar todos os dias, sem ganhar, perder e empatar três vezes por semana. Ser feliz, estar triste, frustrado, querer melhorar… não consigo imaginar a minha vida sem estas coisas. O momento para assumir uma Seleção Nacional ainda não chegou.”









