RFEF retira o extremo da convocatória após intervenção ao pubis e acusa o Barcelona de falta de comunicação. Tratamento implica repouso de 7 a 10 dias.
O que aconteceu
Lamine Yamal foi desconvocado dos jogos da seleção de Espanha frente a Geórgia e Turquia. A decisão surgiu horas depois de o jogador ter sido submetido, em Barcelona, a um procedimento de radiofrequência para tratar queixas na pubis, realizado na manhã do dia em que se iniciava a concentração da seleção.
Segundo a nota divulgada, a Real Federação Espanhola de Futebol foi informada apenas às 22h40 do mesmo dia, através de um relatório médico que recomendava repouso entre sete e dez dias.
O tom duro da RFEF
Os serviços médicos da RFEF manifestaram “surpresa e mal-estar” por não terem sido avisados previamente da intervenção. A federação explicou que priorizou a saúde do atleta e, por isso, libertou o jogador da presente convocatória, desejando uma recuperação rápida e completa.
A falta de coordenação motivou um texto unusually firme, no qual a RFEF sublinha que a decisão visa proteger o atleta e garantir critérios clínicos claros nas chamadas à seleção.
Contexto de tensão com o Barcelona
A relação entre a RFEF e o Barcelona vive semanas de atrito. Em setembro, já tinham existido críticas cruzadas sobre a gestão da carga competitiva do jovem internacional. Desta vez, a intervenção realizada pelo clube catalão, sem comunicação prévia, reacendeu o conflito institucional.
O caso volta a colocar Lamine Yamal no centro da discórdia entre clube e seleção, num momento em que Espanha pretende selar a qualificação e consolidar rotinas competitivas.
Impacto desportivo e prazos
Com o período de repouso apontado entre sete e dez dias, o extremo ficará ausente dos compromissos internacionais imediatos. O regresso à competição dependerá da evolução clínica e da validação do departamento médico do Barcelona.
No plano desportivo, a seleção perde um desequilibrador no um contra um e um finalizador em ascensão. O selecionador terá de reajustar opções nas alas para os jogos desta janela.
O que falta esclarecer
Resta perceber como será afinada a comunicação entre estruturas médicas, para evitar decisões unilaterais que condicionem convocatórias. A RFEF apelou a protocolos mais transparentes, enquanto o Barcelona ainda não detalhou publicamente o racional clínico e o calendário de reintegração.
Perguntas rápidas
Porque foi desconvocado?
Devido a uma intervenção por radiofrequência ao pubis e recomendação de repouso de 7 a 10 dias.
Quem decidiu a desconvocatória?
A RFEF, após receber o relatório médico na noite anterior à concentração.
Há risco de paragem longa?
Não foi indicado. O retorno dependerá da resposta ao tratamento e da avaliação diária.
O Barcelona foi notificado pela RFEF?
A federação criticou a falta de comunicação prévia do clube e formalizou a decisão de libertar o jogador.
O que muda para a seleção?
Menos soluções de profundidade e criatividade nas alas, com necessidade de ajustes táticos imediatos.






