Lando Norris surpreendeu o paddock com a sua reação relativamente aos monolugares para a temporada de 2026.
Parece um carro de Fórmula 2
Após os primeiros testes, realizados em Barcelona – e dos quais foram retiradas muitas certezas, mas também muitas questões – o piloto da McLaren admite que ainda está a adaptar-se ao comportamento dos carros que vão estrear o novo pacote técnico, marcado por uma unidade de potência reformulada e pela introdução de soluções de aerodinâmica ativa. Lando Norris – que este ano entrou para o grupo restrito de vencedores – explicou que a sensação ao volante mudou significativamente, onde o estilo de pilotagem mudou, levantando, na ótica do britânico, dúvidas sobre qual será o comportamento dos carros em circuitos urbanos ou pistas mais estreitas e chegando mesmo a comparar a experiência de condução com a Fórmula 2, categoria de acesso à F1.
“De certa forma, parece mais um carro de Fórmula 2, pela maneira como temos de o pilotar. Não sei se gosto disso ou não, por enquanto, mas acho que já entendemos bastante sobre como pilotar o carro em Barcelona”, disse Lando Norris.
🚨 SHOCK CLAIM from Lando Norris after Barcelona test.
— Motorsportive (@MotorsportiveHQ) February 5, 2026
👉 "2026 F1 cars feel like F2 machinery to drive."
Other drivers reportedly agree, but the FIA HITS BACK.
Calling comparisons "misleading" and denying performance similarity.
Controversy escalates ahead of Bahrain… pic.twitter.com/81IV7gErUH
Ultrapassagens inesperadas
Uma das maiores mudanças surge no aumento da componente elétrica das unidades de potência, que passa a representar cerca de metade da performance do carro. Isso significa que a gestão da bateria e o uso do modo boost se tornam fatores decisivos, permitindo ultrapassagens em pontos do circuito onde antes eram praticamente impossíveis. No entanto, há um preço a pagar: gastar energia para atacar pode deixar o piloto vulnerável pouco depois, criando disputas constantes de posição. Lando Norris acredita que esta dinâmica poderá gerar corridas mais agitadas e menos previsíveis, obrigando pilotos a gerir energia e risco praticamente a cada volta.
“Iremos ver mais ultrapassagens com velocidade extra. Mas aí o piloto que ultrapassar terá de se defender mais do que era no passado. E isso vai criar mais caos, o que é ótimo para quem assiste”, declarou o britânico aos jornalistas.
F1 2026 Overtaking Systems
— FORMULA ADDICT (@Formuladdict) January 4, 2026
🔋 Boost button: Extra electrical power from the battery
🪽 Active aero: Front & rear wings switch to low-drag mode
Thoughts? pic.twitter.com/Rs3BejxnqBEstratégias ainda mais complexas
Com este novo cenário, preparar ultrapassagens deixa de ser apenas uma questão de velocidade pura e dura. Agora, será necessário planear cuidadosamente quando usar potência extra e quando poupar energia, sob pena de perder tempo precioso em retas longas se a bateria esgotar. Essa complexidade estende-se também às voltas de qualificação, onde cada detalhe de gestão energética poderá decidir as posições na grelha, aumentando a pressão sobre pilotos e equipas numa fase já tradicionalmente tensa de cada fim de semana.
“Acho que será mais complicado entender, principalmente como preparar ultrapassagens. Antes era simples: bastava pilotar o mais rápido possível, evitando o ar sujo. Era relativamente fácil carregar a bateria de forma eficiente. Agora, quando a bateria acaba, perdemos bastante tempo, e muito mais nas retas”, detalhou.
Lando Norris pede “Respeito”
O piloto britânico também exige o estatuto que alcançou com o título conquistado na temporada anterior sem, contudo, deixar de acrescentar que uma grande fatia dos pilotos da F1 atual chegaram à modalidade mais ou menos na mesma altura e que o obetivo final é igual para todos, principalmente para George Russel, normalmente um dos favoritos, e um que, em Barcelona, deu sinais muito positivos. Norris deixou ainda bem claro que espera que as pessoas o respeitem um pouco mais agora que é campeão mundial.
«Espero ter um pouco mais de respeito, depois de ter conquistado o título, porque as pessoas que o fizeram antes sabem o que é preciso. É um pequeno bónus e não é algo que eu tenha pedido.»
Carros ainda mais rápidos…
Apesar das dúvidas, Lando Norris reconhece que os carros parecem mais potentes do que nunca. Segundo o piloto da McLaren, se toda a potência disponível fosse usada sem restrições, alguns circuitos poderiam ver velocidades próximas dos 380 km/h, mostrando que o potencial técnico é enorme, mesmo que nem sempre totalmente explorado. Com o regresso da F1 marcado para os testes coletivos no Bahrein, entre 11 e 13 de fevereiro, todas as atenções estão voltadas para todos perceberem se estas mudanças vão realmente criar corridas mais entusiasmantes — como Lando Norris prevê — e não tanto as corridas que muitos criticaram na época transata — ou se equipas e pilotos rapidamente encontrarão forma de controlar o novo desafio técnico.











