O piloto britânico Lewis Hamilton voltou a criticar abertamente o SF-25 depois de uma corrida desastrosa, reacendendo dúvidas internas numa fase decisiva do Mundial de F1.
A reta final do Mundial de Fórmula 1 ganhou novos contornos no Sprint do GP do Qatar de F1. Oscar Piastri venceu a corrida curta e relançou a luta pelo título, reduzindo para 22 pontos a vantagem de Lando Norris quando faltam apenas duas provas para o fim da temporada. Max Verstappen terminou em quarto e mantém-se firme na perseguição, prometendo um fecho de campeonato eletrizante. Mas, no fundo do pelotão, outro tema dominou as atenções: mais uma corrida desastrosa de Lewis Hamilton com a Ferrari.
#QatarGP 🇶🇦 || Lewis Hamilton: “We just don’t have any stability. When I say that, the rear end is not planted, so it sliding, snapping a lot. Then we have bouncing, so when you’re going into corners like turn 10, the thing starts bouncing, we have a lot of mid corner understeer… pic.twitter.com/zHtY9YUD7U
— sin ⁴⁴ (@44britcedes) November 29, 2025
Lewis Hamilton volta a perder terreno — e paciência
O britânico terminou a Sprint apenas no 17.º lugar, depois de uma qualificação difícil que o deixou a partir de P18. Ao longo da corrida, não conseguiu realizar uma única ultrapassagem e cruzou a meta profundamente frustrado. No final, Hamilton deixou escapar no rádio de equipa um desabafo que resume a noite: “Não sei como é possível termos tornado o carro pior.” E, poucos minutos depois, fez algo que a Ferrari não costuma permitir.
Críticas públicas ao SF-25 reacendem o tema “protocolo Ferrari”
Falando à comunicação social em Losail, Lewis Hamilton descreveu de forma crua o comportamento do SF-25, contrariando aquilo que já antes tinha admitido ser uma regra interna da Scuderia: não revelar publicamente problemas estruturais do carro. Recorde-se que, antes do GP do Canadá, Hamilton tinha dito que a equipa “não quer” que ele ou Charles Leclerc discutam falhas técnicas perante os jornalistas.
Mas, depois do Sprint do Qatar, o heptacampeão ignorou essa orientação e expôs vários pontos críticos. “Uma luta como não imaginam”, explicou Lewis Hamilton, depois da Ferrari optar por o fazer partir da via das boxes para testar alterações encontradas no simulador na noite anterior. A experiência correu mal. “O carro estava completamente na direção errada… e muito difícil de conduzir.”

Ferrari em alerta numa fase crítica do campeonato para outras equipas
A Ferrari enfrenta agora um problema duplo:
- Um carro difícil de afinar, que continua a mostrar comportamentos inconsistentes entre baixa, média e alta velocidade.
- Um piloto de topo profundamente descontente, que, ao expor publicamente as fragilidades, pressiona a equipa numa fase em que a tensão já é elevada.











