Subtítulo: Presidente do Conselho de Arbitragem pediu serenidade no futebol português, reiterou confiança nas instituições e criticou episódios de insultos e ameaças.
Balanço entre transparência e firmeza
Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, utilizou a conferência de imprensa de balanço às primeiras dez jornadas para uma mensagem direta. Defendeu a classe, condenou pressões e insultos, e sublinhou que todos os casos recentes foram reportados às instâncias competentes.
“O que tinha de ser feito foi feito. Os árbitros cumpriram, mencionaram nos relatórios e o resto cabe a quem de direito”, afirmou o dirigente, na Cidade do Futebol.
Mensagem sobre os casos Benfica e FC Porto
Sem fugir aos temas quentes, Luciano abordou os insultos de Mário Branco a Gustavo Correia, após o Benfica Casa Pia, e a tentativa de pressão denunciada por Fábio Veríssimo relativa a elementos do FC Porto. Lamentou o impacto destes episódios na imagem global do jogo.
“Estas situações não deviam acontecer. Prejudicam a imagem do futebol e nada contribuem para o seu crescimento. Queremos um futebol positivo, competitivo e respeitado lá fora”, reforçou.
“Ninguém rebenta com ninguém”
Perante as ameaças dirigidas a um árbitro, o presidente foi taxativo. “Estas tentativas procuram criar pressão sobre a arbitragem, mas os árbitros são preparados para lidar com pressão. Aqui, ninguém rebenta com ninguém, ninguém vai rebentar com nenhum árbitro. Se um árbitro descer de categoria, será por desempenho, nunca por interferência externa.”
Confiança nas instituições e apelo à responsabilidade
Luciano Gonçalves garantiu confiança no trabalho disciplinar e pediu contenção a dirigentes, treinadores e jogadores. “Confiamos nas entidades que analisam estes processos. O que pedimos é responsabilidade, respeito pelas equipas de arbitragem e foco no jogo.”
Prioridades para o próximo ciclo competitivo
O Conselho de Arbitragem manterá o plano de comunicação e a análise regular de lances considerados relevantes, com o objetivo de clarificar critérios, uniformizar decisões e reduzir a conflitualidade pública. A diretiva passa por reforçar a formação contínua, o suporte psicológico e a qualidade do VAR.









