Antigo internacional português escreveu no Daily Mail, e abordou as recentes controvérsias do futebol internacional.
Luís Figo arrasa Infantino
Luís Figo, antigo internacional português, escreveu um artigo no Daily Mail, onde abordou as mais recentes controvérsias da FIFA, que envolvem o presidente Gianni Infantino.
“Poderia escrever 10.000 palavras sobre os problemas na FIFA. Mas a solução precisa de apenas três: Infantino deve sair”, começou por apontar Figo.
O antigo extremo prosseguiu: “Amei o futebol a minha vida toda. Fui jogador profissional durante 20 anos e, acreditem em mim, conheci alguns escroques durante o meu tempo no jogo. Mas o que vi exposto nos últimos 10 dias é o comportamento mais baixo, fraudulento e cobardemente egoísta a que já assisti. O homem que faria isso — o homem que tentaria forçar mudanças tão profundas apenas para se enriquecer a si e aos seus amigos — é uma relíquia do passado do futebol e não deveria ter qualquer papel no futuro”.
“Se era uma ideia assim tão boa, porque não disse aos seus membros quando os tinha a todos numa sala antes da Final do Mundial? Se era um plano assim tão robusto, porque não disse aos seus membros os riscos, além daquilo que descreve como os benefícios? Se o plano era evidente e inquestionável, porque não foi honesto sobre o facto de que lhe iria dar um emprego de 30 milhões de dólares por ano no final? Mas nada disto foi feito. Porque não é uma boa ideia. Não é robusto quando falha em ser transparente sobre os retornos asfixiantes que o private equity procura sempre”, acrescentou, ainda, o Bola de Ouro em 2000.
O ex Barcelona e Real Madrid não ficou por aí: “Este plano — tal como a Superliga — foi despedaçado pelos meios de comunicação social, que expuseram cada reviravolta manhosa antes de os seus defensores alinharem o discurso. E ainda bem que assim foi. Infantino aviltou o cargo de presidente da FIFA que prometeu elevar. Mentiu, enganou e tentou encher os bolsos à custa do jogo que deveria servir. Perdeu o apoio da administração, dos seus assessores mais próximos, da vasta maioria das pessoas que dedicam as suas vidas a este desporto e até, ao que parece, do vencedor do Prémio da Paz da FIFA [Donald Trump]”.
Terminou, depois, da seguinte forma: “É demasiado tarde para salvar a sua dignidade, mas não é demasiado tarde para salvar o futebol. Ele deve sair. Agora”.








