Fábio Carvalho não tem dúvidas de que Marco Silva é o treinador ideal para potenciar os jovens da formação do Benfica. O internacional sub-21 português, que trabalhou com o técnico no Fulham, acredita que os talentos do Seixal terão oportunidades para se afirmar na equipa principal.
“Os miúdos estão em muito boas mãos”
Em entrevista a A BOLA, o extremo recordou a forma como Marco Silva apostou nele quando tinha apenas 19 anos e poucas presenças na equipa principal do Fulham. “Marco Silva é o treinador certo para apostar na formação. Não só nos jovens que já estão no plantel, mas ele está sempre de olho também nas equipas mais jovens”, afirmou.
Fábio Carvalho revelou ainda que os treinos entre a equipa principal e os sub-21 eram frequentes e serviam para o treinador avaliar os jogadores mais promissores. “Dava oportunidades, não só no treino, como em jogos. Primeiro nas Taças, mas era uma forma de irem entrando”, explicou.
O jovem português apontou ainda Joshua King como um exemplo recente da confiança de Marco Silva nos jogadores formados no clube londrino. Para Fábio Carvalho, essa aposta será igualmente visível no Benfica. “Os miúdos estão em muito boas mãos. Ele é aquele pai que sabe ser sério no treino, mas depois deixa todos à vontade. É como se fosse uma família”, garantiu.
Conselho que nunca esqueceu
Além do trabalho dentro das quatro linhas, Fábio Carvalho recordou uma conversa que teve com Marco Silva quando estava prestes a trocar o Fulham pelo Liverpool. “Disse-me que o Liverpool era uma grande oportunidade, mas alertou que por vezes a relva não é tão verde como parece. Aquilo marcou-me”, confessou.
O internacional sub-21 destacou ainda a preocupação do treinador com os jogadores fora do contexto competitivo. “A honestidade dele e continuar a preocupar-se comigo, mostrando que não era só dentro do campo que se queria saber de mim. É algo que eu valorizo muito”, acrescentou.
Fábio Carvalho revelou também uma curiosidade dos tempos de Fulham. “Mal acabava o nosso jogo, ia logo ver o resultado do Benfica e ele e o Bruno Mendes riam-se. Nunca me picava porque sabia que eu e o meu pai gostamos muito do Benfica“, concluiu.











