A Red Bull está a atravessar a maior transformação da sua história recente, mas o objetivo principal mantém-se inalterado: segurar Max Verstappen.
No rescaldo de uma temporada de 2025 onde o neerlandês perdeu o título por apenas dois pontos para Lando Norris, Oliver Mintzlaff, o novo rosto forte na gestão do projeto, veio a público garantir que a relação entre o piloto e a equipa está mais sólida do que nunca.
Em entrevista ao jornal neerlandês Telegraaf, Mintzlaff desvalorizou as polémicas sobre a possível saída de Max Verstappen para a Mercedes e destacou o caráter pragmático do tetracampeão. “O Max não é uma diva. Ele sabe que estamos a trabalhar e que fazemos tudo o que é possível para lhe dar o melhor carro. Por isso, creio que será fiel”, afirmou o gestor alemão.
Um novo projeto sem as figuras do passado
A confiança de Mintzlaff surge num momento de rutura total. A Red Bull de 2026 já não contará com as lideranças históricas de Christian Horner e Helmut Marko, os mentores que acompanharam Verstappen desde a sua estreia. Agora, o piloto é o único elo de ligação entre o passado glorioso e o futuro incerto, onde a equipa passará a construir os seus próprios motores com o apoio da Ford.
A estratégia de Mintzlaff passa por mostrar a Verstappen que o foco da fábrica está 100% virado para as suas necessidades. “O mais importante é que o Max veja que fazemos tudo por ele. Ele quer ganhar e quer o melhor carro, e é nisso que estamos focados”, explicou.
A temida cláusula de rendimento
Apesar da aparente tranquilidade, o “fantasma” da cláusula de rendimento continua a pairar sobre Milton Keynes. Esta cláusula permite a Verstappen rescindir o contrato caso o desempenho do monolugar não atinja patamares de excelência. Contudo, Mintzlaff assegura que não teme este cenário:
- Sinceridade: A nova gestão aposta numa comunicação direta e transparente com o piloto.
- Resultados: A recuperação de performance na reta final de 2025 é vista como a prova de que a equipa consegue reagir às dificuldades.
- Estabilidade: Sem as distrações políticas do passado, o ambiente técnico é agora mais silencioso e produtivo.
Para os especialistas do paddock, 2026 será o teste final. Verstappen tem o poder de “escolher a dedo” o seu destino, mas, para já, o projeto da Red Bull Powertrains parece ser o único capaz de manter o piloto neerlandês motivado a liderar a nova era da Fórmula 1.








