A McLaren deixou para o fim a sua apresentação e o seu novo monolugar com o qual pretende a defesa e, se possível, a revalidação do título de F1. A revelação do MCL40 aconteceu no Circuito Internacional do Bahrein, palco dos testes de pré-temporada – e que tem estado envolto em polémica – num evento que confirmou a ambição da equipa britânica em manter uma posição de referência no campeonato de 2026 e uma marcação de posição na defesa dos títulos, tanto de construtores como de pilotos. A equipa britânica vem de um ano inesquecível e com os objetivos bem traçados para a próxima época, pelo que esta apresentação é uma com ainda mais significado.
Um campeão com o número 1
Com Lando Norris – que já veio exigir respeito – agora a ostentar o número 1, após ter alcançado a seu primeiro título, e Oscar Piastri confirmado como peça essencial do projeto, a McLaren – que também estabeleceu um novo recorde interno em títulos – aposta na estabilidade para enfrentar a revolução regulamentar que muda profundamente a aerodinâmica e as unidades de potência. O ambiente em Sakhir mostrou alguma confiança, mas também consciência de que a concorrência — especialmente Ferrari, Red Bull e Mercedes — chega altamente motivada para recuperar terreno.
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O segredo do MCL40
Grande parte da evolução do novo carro foi desenvolvida nas modernas instalações de Woking, onde o novo túnel de vento e os simuladores de última geração permitiram à equipa liderada por Andrea Stella e Zak Brown – que não tem dúvidas sobre quem poderá ser campeão – trabalhar praticamente sem interrupções ao longo do inverno. O objetivo foi claro: adaptar o conceito vencedor de 2025 às novas regras, sem perder, simultaneamente, eficiência aerodinâmica nem estabilidade em corrida, dois fatores que foram decisivos na temporada passada.
MCL40 is giving main character energy 👑#McLarenF1 pic.twitter.com/hjLuiQQtPZ
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Testes secretos e pintura escondida antes da revelação
Antes da apresentação oficial, o MCL40 já tinha sido colocado em pista, em testes de pré-época que decorreram em Barcelona, embora com uma pintura camuflada que escondia detalhes técnicos importantes. Só agora foi revelada a decoração definitiva, mantendo o tradicional laranja papaia combinado com preto e fibra de carbono exposta, imagem típica da McLaren e uma que já se tornou uma das mais reconhecidas do paddock.
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Mais dúvidas do que certezas
Com o arranque do campeonato cada vez mais próximo, Norris destacou o orgulho de regressar à pista como campeão, sublinhando que a McLaren pretende manter a mentalidade vencedora, apesar do novo contexto técnico. Piastri, por sua vez, assume que o desafio será ainda maior, mas acredita que a continuidade da estrutura e o ambiente interno permitem encarar 2026 com confiança renovada. A grande incógnita, todavia, passa agora por perceber se conseguirá transformar a vantagem construída em 2025 numa nova era de domínio ou se as mudanças regulamentares irão baralhar novamente a hierarquia.
Os testes do Bahrein, nas próximas semanas, deverão começar a revelar quem, pelo menos na teoria, chega melhor preparado para um dos campeonatos mais imprevisíveis dos últimos anos e um dos que mais tem gerado expectativas, tanto fora como dentro da estrutura da F1.











