Jovem jogador esteve muito perto de rumar à Luz no mercado de inverno. O negócio acabou por cair, e lesionou-se com gravidade quase de seguida – quem também está apontado à saída é Pavlidis.
Stije Resink abre o jogo sobre negócio com o Benfica
Stije Resink, médio do Groningen de 22 anos, esteve muito perto de rumar ao Benfica na janela de transferências de janeiro. O negócio não se concretizou, e o jogador acabou por sofrer uma rotura de ligamentos pouco depois. Concedeu, agora, uma entrevista ao ‘Matchday’, onde abordou esse período.
“Foi agitado. Durante o mercado de inverno, recebi uma chamada do meu agente, um dia antes do jogo contra o Heerenveen. Ele disse que tinha sido contactado pelo Benfica, mas que falaríamos melhor no dia seguinte, depois do jogo”, começou por explicar o jogador.
O médio continuou, sobre o interesse dos encarnados: “Já havia outras coisas a acontecer, mas mais a pensar no verão. Mas ele disse que isto era para agora, para o inverno. Eles tinham dois jogadores lesionados [Ríos e Enzo] e estavam mesmo interessados. O meu agente disse que queriam comprar-me naquele momento”.
“Enviaram o que eu poderia ganhar. Nos Países Baixos tudo é negociado de forma organizada, mas Portugal é diferente nesse aspeto. Quando recebi uma estimativa do que poderia ganhar, fui contactado por um número português. Era um agente qualquer que queria intrometer-se e sabia o que eu tinha dito dez minutos antes. Quando há tanto dinheiro envolvido, surgem jogos sujos. Para mim foi estranho. Não esperava que algo assim acontecesse naquele inverno. Mas, sendo o Benfica… pensei: vamos a isso”, confessou, de seguida, Resink.
O Groningen acabou, no entanto, por bloquear o negócio: “Eu podia fazer o que quisesse, mas eles não queriam colaborar. Então, rapidamente voltei à ideia que já tinha: quero dar um passo importante no verão, estou bem aqui e vou dar tudo durante mais três ou quatro meses”.
Os planos acabaram por se esfumar, depois de uma lesão que sofreu em março: “Quando aconteceu, percebi logo que era grave. Pensei imediatamente numa transferência. Não sou religioso, não acho que exista um Deus que tenha tudo planeado para mim. Mas tentas ver o lado positivo: talvez este não fosse o momento certo e agora tenho de passar por esta dor”.











