A equipa alemã volta a estar no centro da polémica na Fórmula 1 devido a uma solução técnica inovadora no seu novo monolugar. Após as discussões sobre a taxa de compressão, são agora os adversários que exigem esclarecimentos à Federação Internacional do Automóvel (FIA) sobre a legalidade da asa dianteira móvel do W17.
Asa dianteira com fecho em duas fases garante vantagem na travagem
As suspeitas dos rivais recaem sobre o funcionamento da aerodinâmica ativa, que permite ao piloto ajustar os perfis das asas manualmente. Segundo os regulamentos, as fases de abertura e fecho devem ocorrer num intervalo de 400 milissegundos, mas vários vídeos mostram que o movimento da asa da Mercedes acontece em dois momentos distintos.
Este fecho “controlado” permite reduzir os efeitos da transferência súbita de carga para a frente do carro durante a travagem. O resultado é um monolugar mais estável e previsível na entrada das curvas, uma vantagem competitiva que levou as outras equipas a submeterem um pedido formal de clarificação logo após o Grande Prémio da China.
FIA promete inspeções rigorosas no Grande Prémio do Japão
A Federação já reagiu às queixas e prometeu realizar testes mais profundos às soluções da Mercedes durante o próximo fim de semana em Suzuka. Os engenheiros da marca alemã defendem que o sistema cumpre as regras nos testes estáticos, mas a FIA quer perceber se a asa se comporta de forma diferente sob cargas aerodinâmicas reais.
O Grande Prémio do Japão será o palco de um novo braço de ferro técnico entre a Mercedes e o resto do pelotão. Enquanto a equipa tenta confirmar a sua competitividade num traçado exigente, terá de lidar com o escrutínio reforçado dos comissários técnicos, que podem obrigar a alterações imediatas caso detetem irregularidades graves.











