Argentino recordou um momento único com a jovem estrela espanhola, antes de um duelo que promete marcar a final do Mundial
Há fotografias que ganham um significado especial com o passar do tempo. Lionel Messi voltou a recordar uma dessas imagens, captada há 19 anos, quando tirou uma fotografia com Lamine Yamal no âmbito de uma campanha solidária promovida pelo jornal ‘Sport’ e pela UNICEF. Agora, os dois voltam a cruzar-se, mas num cenário completamente diferente: frente a frente numa final de um Mundial.
O reencontro entre o astro argentino e a jovem estrela espanhola tornou-se um dos grandes temas em torno do duelo entre Argentina e Espanha, marcado para domingo, às 20 horas. Messi reconheceu a singularidade do momento e admitiu que a fotografia continua a ser uma situação absolutamente excecional na sua vida. “É uma loucura porque na minha vida só tirei uma foto com ele”, afirmou.
Aos 19 anos, Yamal chega ao encontro como uma das grandes figuras da seleção espanhola e como um jogador que Messi acompanha particularmente por representar o Barcelona, clube que o argentino continua a ter num lugar especial. O internacional argentino não poupou elogios ao talento e ao futuro do adversário, embora tenha deixado claro que, nesta final, prefere vê-lo longe do seu melhor nível.
“Vamos tentar fazer um bom jogo para que ele [Yamal] não esteja na sua melhor forma. Acompanho-o porque ele joga num clube que amo, o Barcelona. Tem uma grande carreira pela frente e espero que tudo lhe corra bem. Pode alcançar algo histórico, mas espero que não seja desta vez”, frisou Messi.
O argentino prepara-se, assim, para disputar a sua terceira final em Mundiais, num encontro que colocará frente a frente duas gerações distintas do futebol. De um lado, a experiência e o legado de Messi; do outro, a afirmação de Yamal num dos maiores palcos internacionais. Apesar da dimensão do momento, o capitão argentino rejeitou a ideia de que a pressão possa condicionar a forma como encara a partida.
“Crescemos a jogar futebol, com muita paixão, um grande desejo de jogar sempre e nunca pensámos em pressão. Sempre foi algo natural jogar e competir. É um desporto coletivo e nem sempre se ganha. Quando era criança aprendi que se perde mais do que se ganha e isso fez-me crescer como jogador”, explicou.
A fotografia de há quase duas décadas ganhou, entretanto, uma nova dimensão. O que começou como um momento de uma campanha solidária transformou-se numa imagem que antecede um dos duelos mais aguardados do futebol mundial. Domingo, Messi e Yamal estarão novamente ligados pela mesma fotografia — mas, desta vez, separados por uma final e por um objetivo que apenas uma das seleções poderá alcançar.









