Lionel Messi foi a voz da euforia argentina após a vitória por 2-1 sobre a Inglaterra, que garantiu a presença da seleção albiceleste na final do Mundial 2026. O capitão deixou um forte recado aos críticos e defendeu o percurso da equipa, garantindo que o sucesso alcançado nos últimos anos está longe de ser obra do acaso.
Recado aos críticos
“Somos campeões do mundo, somos os melhores do mundo nestes quatro anos, doa a quem doer e digam o que disserem. Isto demonstra que o que fizemos não é por acaso e que ninguém nos ofereceu nada”, afirmou o camisola 10, sublinhando ainda que a Argentina era superior à Inglaterra e que conseguiu demonstrá-lo dentro de campo.
Messi reconheceu que o encontro tinha um significado especial para os argentinos e admitiu que a pressão era enorme. “Apesar de termos dito que era apenas um jogo de futebol, creio que no hino começámos a sentir coisas diferentes. Ninguém queria perder e o povo argentino queria esta alegria”, confessou.
O capitão fez ainda questão de elogiar a resposta da equipa quando esteve em desvantagem no marcador. “Quando a situação ficou feia, fomos novamente à procura do resultado. Não deixámos de tentar e encostámo-los à baliza. É uma felicidade enorme”, afirmou, lembrando também que nunca deixou de acreditar no grupo, apesar das dúvidas de muitos adeptos.
Feito histórico e momento insólito
A nível individual, Messi destacou o significado de voltar a disputar uma final do Campeonato do Mundo. “Jogar três finais do Campeonato do Mundo é algo que poucos futebolistas conseguiram. Mais ainda pela forma como decorreu este Mundial e por termos vencido o adversário que vencemos. Aconteceram coisas incríveis”, referiu.
O avançado revelou ainda a emoção de poder partilhar este momento com a família e explicou que preparou cuidadosamente a competição. “Há um ano que me preparo. Passo dezembro na Argentina e treino de manhã e à tarde. Sabia que ia dar tudo para chegar da melhor forma e poder desfrutar”, explicou.
Após o apito final houve ainda espaço para um momento insólito. Messi, Nico González e Marcos Senesi encontraram a garrafa de água de Jordan Pickford, onde o guarda-redes inglês tinha apontamentos sobre a forma como os jogadores argentinos costumam marcar grandes penalidades. Entre risos, o capitão percebeu que o adversário tinha estudado ao detalhe os seus penáltis, mas a preparação acabou por ser inútil, já que a Argentina resolveu a meia-final nos 90 minutos e carimbou a presença em mais uma final do Mundial.











