O México tornou-se na quinta-feira a primeira seleção a garantir um lugar nos 16 avos de final, ao oitavo dia do Mundial 2026 de futebol, ao conseguir face à Coreia do Sul (1-0) o segundo triunfo na prova.
Enquanto uns fazem contas, o México já pode sonhar mais alto
Após a vitória a abrir face à África do Sul (2-0), um golo de Luis Romo, aos 50 minutos, na sobra de uma bola que o guarda-redes não conseguiu segurar, ao chocar com Lee Gihyuk, foi suficiente para selar o apuramento e o primeiro lugar do Grupo A, em Zapopan.
Desta forma, o ‘onze’ de Javier Aguirre, que ainda vai defrontar a República Checa na quarta-feira, já sabe que jogará os 16 avos de final, fase inédita em Mundiais, em 30 de junho, na Cidade do México, contra um terceiro colocado.
Se o México é, para já, o primeiro dos 32 qualificados para a fase a eliminar – os dois primeiros de cada um dos 12 grupos e os oito melhores segundos -, a Coreia do Sul, mesmo perdendo, também está em boa posição para seguir em frente.
Os asiáticos só precisam de empatar na última ronda com a África do Sul, que somou na quinta-feira o primeiro ponto, ao empatar a um golo com a República Checa, em Atlanta.
O conjunto europeu adiantou-se cedo, aos seis minutos, por intermédio de Michal Sadilek, mas, aos 83, os sul-africanos restabeleceram a igualdade, graças a uma grande penalidade convertida por Teboho Mokoena.
Após duas rondas, o México soma seis pontos, a Coreia do Sul conta três e o República Checa e a África do Sul ambas um.
Se no Grupo A já há uma equipa apurada, no Grupo B, em que isso não era possível, face aos dois empates da primeira jornada, o Canadá, com um 6-0 ao Qatar, e a Suíça, com um 4-1 à Bósnia-Herzegovina, ficaram muito perto.
Em Vancouver, o coanfitrião Canadá dominou o Qatar, para a sua primeira vitória de sempre em Mundiais – tinha um empate, já em 2026, e seis derrotas (3-13 em golos) -, num jogo acidentado, com duas expulsões nos asiáticos, e uma lesão muito grave do médio Ismaël Koné, para o qual o Mundial 2026 terminou da pior forma.
A grande figura do encontro foi Jonathan David, que replicou o feito até agora único do argentino Lionel Messi na presente edição, ao conseguir um ‘hat-trick’, com golos aos 29, 45+3 e 90+2 minutos, reforçando a liderança da lista os melhores marcadores da história do Canadá, agora com 42 golos.
Cyle Larin, que é o segundo dessa lista, com 32, inaugurou o marcador, aos 16 minutos, Nathan Saliba faturou aos 64, de livre direto, depois de substituir o desafortunado Koné, enquanto Mohamed Manai marcou na própria baliza, aos 75.
O Qatar acabou reduzido a nove unidades, face aos vermelhos diretos mostrados a Homam Ahmed (33 minutos) e Assim Madibo (53).
No outro jogo do agrupamento, a Suíça também obteve uma vitória clara, face à Bósnia-Herzegovina, que voltou a ter em campo o benfiquista Dedic durante os 90 minutos, mas num embate que seguia empatado a zero após 73.
Numa parte final ‘acelerada’, em Inglewood, os suplentes Johan Manzambi, aos 74 e 90 minutos, e Rubén Vargas, aos 84, e um penálti de Granit Xhaka, aos 90+7, deram o triunfo aos helvéticos.
Ermin Mahmic, aos 90+3 minutos, marcou o golo de honra dos bósnios, que ficaram com 10 aos 80, altura em que o árbitro português João Pinheiro, numa estreia afirmativa, expulsou Tarik Muharemovic.
Canadá (7-1 em golos) e Suíça (5-2) lideram com quatro pontos e estão quase apuradas, enquanto a Bósnia-Herzegovina (2-7) e o Qatar (1-7) contam apenas um e defrontam-se na última ronda, com o vencedor a poder seguir em frente.
O Mundial de 2026, que arrancou em 11 de junho e acaba em 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá, prossegue hoje, num nono dia em que a Escócia, Estados Unidos e Austrália são candidantos a juntar-se ao México nos 16 avos de final.
LUSA











