Miguel Oliveira continua em destaque – apesar de já ter deixado claro a necessidade de calma – nos testes oficiais do WorldSBK, que decorreram em em solo australiano. O piloto português deixou indicadores positivos, colocando a fasquia e a expectativa ainda mais em alta. A poucos dias da primeira ronda da temporada, os resultados reforçam a sensação de que o piloto português entra na nova aventura do Mundial com margem para crescer, mas com concorrência de peso.
Oliveira e a sua rápida adaptação
Na sua estreia pela ROKiT BMW Motorrad WorldSBK Team, Miguel Oliveira voltou a concentrar-se na adaptação à BMW M 1000 RR e no entendimento dos pneus e da eletrónica num circuito particularmente técnico. O trabalho duro e muito estratégico acabou por dar frutos: o português rodou nuns simpáticos 1m29.676s, melhorando quase nove décimas face ao primeiro dia e marcando uma posição de referência dentro da equipa.
Porém, e mais significativo ainda, é o facto de Miguel Oliveira – que pode este ano fazer história – ter conseguido repetir a façanha de dominar internamente, mostrando um conforto e um maior e melhor domínio da mota alemã, do que o colega de equipa. O sétimo tempo final, a pouco mais de um segundo da referência absoluta, deixa boas perspectivas para o arranque competitivo já no próximo fim de semana.
Another bussy day is officially underway 🔛
— WorldSBK (@WorldSBK) February 16, 2026
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Há uma Ducati a espreitar na curva
Se, por um lado, Miguel Oliveira deu muito bons indicadores, por outro, o lugar de destaque volta a ser ocupado por Nicolò Bulega, que confirmou o favoritismo ao liderar todas as sessões, fechando com um impressionante 1m28.630s pela Aruba.it Racing – Ducati. O italiano conseguiu, inclusivamente, ser o único a rodar consistentemente no segundo 28, aproximando-se perigosamente dos dois recordes da pista, o de corrida, situado no 1m28.564s e o absoluto com 1m27.916s.
O domínio da Ducati ficou ainda mais evidente com várias motos da marca italiana nas posições de topo, o que não deixa qualquer dúvida sobre as capacidades da nova Panigale V4 R , e sua competitividade, num traçado onde potência e estabilidade em curva rápida fazem toda a diferença. A sensação que fica é que, pelo menos nesta fase, a marca de Borgo Panigale consegue estar ligeiramente à frente dos rivais mais diretos, incluindo Miguel Oliveira.
Campeonato promete equilíbrio e surpresas
Apesar do domínio visto nos testes, a experiência já mostrou, por diversas vezes, que o circuito de Phillip Island, na Austrália, é capaz de oferecer corridas carregadas de imprevisibilidade, principalmente se tivermos em conta a variável do desgaste dos pneus e as constantes mudanças de direção do vento. A experiência também conta que, nos testes neste circuito, nada é final, até porque, a grande maioria das equipas, opta por esconder ao máximo, o que costuma originar algumas surpresas na primeira ronda da temporada, quando tudo é mais a “sério”.
Para Miguel Oliveira, o arranque do WorldSBK – que apresenta várias diferenças da MotoGP – competitivo será decisivo para perceber qual é a sua posição na grelha de partida e onde se enquadra no pelotão. O ritmo mostrado até agora dá boas indicações, ao ponto de tudo indicar que será capaz de lutar pelo top 6, o que num campeonato pleno de competitividade, começar forte pode marcar a diferença.










