O piloto português Miguel Oliveira voltou a surpreender no segundo dia de testes e deixou Jerez a mostrar um ritmo que poucos esperavam — mas ainda há detalhes por revelar.
Miguel Oliveira encerrou o segundo dia de testes em Jerez com uma demonstração de velocidade e adaptação que está a gerar um grande entusiasmo dentro e fora do paddock. O português, que está a dar os primeiros passos no World Superbike antes da estreia oficial em 2026, deu um salto gigantesco no ritmo e assinou uma das evoluções mais rápidas recentemente vistas de um piloto vindo do MotoGP. A uma hora do final do teste, Oliveira registou 1:38.890, quase dois segundos mais rápido do que o melhor tempo que tinha conseguido no primeiro dia — um progresso que ultrapassou todas as expectativas, incluindo as da própria BMW.

Um salto que muda tudo
Com P7, a apenas 1.065 segundos do líder e com 69 voltas completadas, Miguel Oliveira não só confirmou que o seu primeiro dia tinha sido promissor, como deixou claro que está a aprender a M 1000 RR a uma velocidade impressionante. Os dados reforçam essa curva de adaptação:
- Velocidade máxima: 274,9 km/h
- Setores:
- S1: 24.741
- S2: 39.340
- S3: 1:09.107
A melhoria foi visível em todas as áreas-chave da pilotagem em Superbike, desde a travagem até à tração com os pneus Pirelli — um dos maiores desafios para quem chega do MotoGP.
Uma adaptação muito rápida
Já é possível identificar os pilares deste avanço de Miguel Oliveira:
✔️ Mais confiança em travagem — essencial com motos mais pesadas;
✔️ Melhor leitura da entrada em curva — crítica para as Superbikes;
✔️ Sensação crescente de tração com pneus Pirelli;
✔️ Conforto acelerado com a eletrónica da BMW;
✔️ Ritmo consistente, limpo e em subida a cada saída para a pista.
O que impressiona ainda mais é a rapidez. Normalmente, pilotos vindos do MotoGP demoram várias sessões, por vezes meses, a entrar no ritmo do WSBK. Miguel Oliveira está a fazê-lo, aparentemente, em horas.
We’re rolling into Day 2 at Jerez! 🔥
— WorldSBK (@WorldSBK) November 27, 2025
Let’s see who sets the pace today 👀#WorldSBK pic.twitter.com/bIgLgw2d59
BMW sorri… e o WSBK também
Com esta performance, o português começa a inserir-se no grupo dos mais experientes da categoria — e sem ter ainda tempo real de corrida numa Superbike. O pacote BMW M 1000 RR, que nos últimos anos tem mostrado flashes de competitividade, mas continua a precisar de consistência, parece finalmente ter encontrado um piloto capaz de extrair todo o seu potencial. A equipa vê nele um ativo imediato para acelerar o programa desportivo que culminará em 2026, quando Miguel Oliveira se juntar ao campeonato a tempo inteiro.
O que significa este resultado para Portugal — e para o campeonato
A resposta é simples: expectativa elevada. Com este ritmo inicial, Miguel Oliveira mostra que poderá ser uma das histórias mais impactantes da transição MotoGP–WSBK em décadas. E, se continuar nesta trajetória, não será ousado dizer que poderá lutar por pódios já no arranque da temporada de estreia. Os fãs portugueses, já habituados à capacidade de surpreender do piloto de Almada, têm agora mais um motivo para acreditar: a nova vida de Miguel Oliveira nas Superbikes promete — e promete muito. Aguardemos os próximos capítulos.











