Depois de um fim de semana intenso em Portugal, o piloto português, Miguel Oliveira, enfrenta o GP de Valência de MotoGP com tranquilidade, esperando fechar a temporada com pontos.
A última corrida de Miguel Oliveira na elite do motociclismo
O GP de Valência de MotoGP, que encerra a temporada de 2025, terá um significado especial para Miguel Oliveira. O piloto português da Yamaha Prima Pramac despede-se oficialmente da categoria rainha do motociclismo mundial, encerrando um ciclo marcado por vitórias, resiliência e uma ligação única com os adeptos portugueses. Aos 30 anos, o piloto de Almada parte para a última corrida com um objetivo simples, mas simbólico: “lutar por pontos” e terminar de forma digna a sua passagem pela MotoGP.
“Depois de todas as emoções que vivi durante o fim de semana do Grande Prémio de Portugal, em Valência será um passeio”, afirmou Miguel Oliveira, em declarações divulgadas pela assessoria da equipa.
A despedida acontecerá num palco especial: o Circuito Ricardo Tormo, em Valência. Trata-se de um traçado onde Miguel Oliveira já venceu por três vezes — a primeira em 2015, na categoria Moto3, e depois em 2017 e 2018, já em Moto2. Foram vitórias que cimentaram o seu nome entre os talentos mais promissores do motociclismo mundial, antes da subida à categoria principal. Dessa forma, regressar a Valência tem um sabor de nostalgia e conquista, um local onde tudo começou a ganhar forma e que agora serve de cenário para o adeus.
Após a intensa despedida vivida noGP de Portugal, em Portimão, onde foi recebido em clima de emoção pelos fãs, Miguel Oliveira descreve Valência como uma prova de menor pressão emocional.
“Vai ser um fim de semana mais fácil em termos de emoções e de pressão, apesar de ser a minha última corrida em MotoGP. Sinto-me tranquilo com isso e espero poder ter um bom desempenho e lutar por pontos”, concluiu o piloto português.
Na última corrida em Portimão, o almadense terminou na 14.ª posição, conquistando dois pontos para o campeonato. Atualmente, ocupa o 20.º lugar da classificação geral, numa temporada marcada por desafios e lesões que condicionaram o seu rendimento.
A saída de Miguel Oliveira da MotoGP representa o fim de uma etapa importante para o motociclismo português. Desde a estreia na categoria máxima, em 2019, o piloto conquistou cinco vitórias e somou pódios que colocaram Portugal no mapa da elite do desporto motorizado. Embora o futuro ainda pareça incerto, apesar de já existirem ligações concretas ao WSBK, é sabido que o piloto está a avaliar novas oportunidades, que podem passar por outras categorias do motociclismo internacional, ou até por um papel diferente dentro do universo das duas rodas, sendo que esta última ideia, surgiu há relativamente pouco tempo.
A Yamaha Prima Pramac, por sua vez, já confirmou que esta será a última corrida de Oliveira pela equipa, que se prepara para uma nova fase com diferentes pilotos na próxima temporada.
Valência: o palco das despedidas e das celebrações
O GP de Valência de MotoGP tem tradição em marcar momentos de viragem. É o local onde, ao longo dos anos, várias lendas se despediram, como Jorge Lorenzo, Dani Pedrosa e Valentino Rossi. Este ano, será também o cenário da consagração do campeão mundial Marc Márquez, que já garantiu o título com antecedência ao serviço da Ducati. A corrida, portanto, promete ser uma mistura de emoção, celebração e nostalgia, com o público espanhol a prestar homenagem não só ao novo campeão, mas também a um dos pilotos mais queridos da grelha: o português Miguel Oliveira.
Independentemente do resultado, Valência será, de facto, um “passeio” — não pela facilidade da pista, mas pela sensação de missão cumprida que acompanha o número 88 na sua última dança com a elite do motociclismo mundial.