Miguel Oliveira, também conhecido como o Falcão Português, depois de uma das transições mais importantes da sua carreira, está em risco de falhar uma das últimas provas do calendário de WorldSBK, no mítico circuito do Estoril. A prova do Mundial de WorldSBK, prevista para o fim de semana de 11 de outubro, corre o risco de não se realizar numa altura em que a presença de Miguel Oliveira, agora aos comandos de uma das marcas mais premium do paddock, prometia encher por completo as bancadas do histórico traçado de Cascais.
Um regresso muito aguardado… mas sob ameaça
A eventual ausência da ronda portuguesa seria particularmente irónica num ano em que Miguel Oliveira deverá alinhar pela primeira vez no WorldSBK, com indicadores muito curiosos nos primeiros testes, depois de ter saído da MotoGP,algo que transformaria o Estoril num ponto de peregrinação para milhares de adeptos. O piloto português não corre no circuito do Estoril há mais de uma década, desde os tempos das categorias de formação do Mundial, antes da sua ascensão ao MotoGP, o que reforça ainda mais o peso simbólico deste possível regresso.
“Down on the beach” 🧿🏄🏽♂️#wintertraining #CircuitodeAlmería#turma88 pic.twitter.com/TuXidy8wgM
— Miguel Oliveira #88 (@_moliveira88) November 28, 2024
Problemas acumulados colocam circuito sob pressão
A degradação do circuito, associada a anos de investimento reduzido e a conflitos com moradores da zona relativamente à realização de eventos, levou a sucessivos cancelamentos de atividades. Fontes ligadas ao setor indicam que mais de 50 dias de utilização previstos para 2026 já foram anulados devido às condições atuais da infraestrutura. O alerta também já chegou às instâncias internacionais, com Jorge Viegas, presidente da FIM, a assumir preocupação com a situação numa altura crítica do calendário, que apesar de ainda nem ter começado, já levanta questões pertinentes.
Portugal pode perder uma das grandes festas do motociclismo
A possibilidade de perder a etapa do Estoril ganha ainda mais peso porque Portugal já conta com outra grande prova internacional no calendário, o Grande Prémio de Portugal de MotoGP, habitualmente realizado no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, e que irá ser a segunda prova da temporada. Ter duas grandes provas de motociclismo no país reforça a visibilidade internacional e o impacto económico do desporto motorizado em solo nacional, razão pela qual a eventual perda da ronda de Superbikes e da presença de Miguel Oliveira seria particularmente dolorosa.
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— WorldSBK (@WorldSBK) October 13, 2024
It was THE CLOSEST GAP between the 1st and 2nd in #WorldSBK HISTORY😮🤯#EstorilWorldSBK 🇵🇹 pic.twitter.com/VtdvcPih9z
Luz ao fundo da “curva”
Apesar do cenário preocupante, ainda existe bastante margem para possíveis intervenção. Com cerca de oito meses até à data prevista da prova, especialistas acreditam que é possível realizar melhorias na pista e nas infraestruturas, principalmente se houver vontade e coordenação entre entidades públicas e privadas. O próprio momento desportivo de Miguel Oliveira, apontado por muitos como potencial candidato a bons resultados no campeonato, reforça a urgência de aproveitar esta oportunidade.
A verdade é que a corrida está literalmente lançada. O Estoril é um dos circuitos mais emblemáticos de sempre do país e receber novamente uma multidão para apoiar um piloto português num campeonato mundial seria um impulso importante para o desporto motorizado nacional.










