Miralem Pjanic, um dos médios mais talentosos da sua geração, anunciou oficialmente o fim da sua carreira como futebolista profissional.
O internacional bósnio confirmou a decisão durante a World Sports Summit, realizada na Madinat Jumeirah Arena, no Dubai. “Não jogarei mais. Terminei a minha carreira”, afirmou de forma perentória aos 35 anos.
O médio coloca um ponto final numa trajetória impressionante de 782 jogos oficiais, marcada por passagens inesquecíveis pela Serie A italiana, mas também por um período conturbado no futebol espanhol.
Glória na Serie A e final da Champions
Pjanic atingiu o auge do seu futebol em Itália. Primeiro na AS Roma, onde se afirmou como um dos melhores batedores de livres do mundo, e depois na Juventus, clube onde foi colega de Cristiano Ronaldo e pelo qual conquistou vários Scudettos e disputou a final da Liga dos Campeões em 2017, perdida para o Real Madrid. A sua visão de jogo e capacidade de organização tornaram-no uma peça insubstituível no meio-campo da “Vecchia Signora”.
A polémica troca com o Barcelona
Em 2020, o seu nome esteve no centro de uma das operações financeiras mais comentadas do futebol europeu: a troca direta com Arthur Melo, que levou o brasileiro para Turim e o bósnio para Camp Nou.
Contudo, a passagem pelo FC Barcelona ficou longe das expectativas. Pjanic nunca conseguiu conquistar a confiança dos treinadores (especialmente de Ronald Koeman), disputando apenas 30 jogos com a camisola blaugrana sem marcar qualquer golo. Após uma temporada dececionante, seguiu-se um empréstimo ao Besiktas, antes de rumar ao futebol dos Emirados Árabes Unidos para os últimos anos de carreira.
O Legado de Pjanic:
- Clubes: Metz, Lyon, Roma, Juventus, Barcelona, Besiktas, Sharjah FC e CSKA Moscovo.
- Títulos: Vários campeonatos e taças em Itália e uma Taça do Rei em Espanha.
- Seleção: Líder histórico da Bósnia e Herzegovina, sendo peça fundamental na qualificação inédita para o Mundial 2014.
Com o adeus de Pjanic, o futebol perde um dos últimos “organizadores clássicos”, um jogador que privilegiava o passe e a inteligência tática sobre o físico.







