Fauja Singh, considerado o maratonista mais velho do mundo, morreu aos 114 anos na sua aldeia natal, Beas Pind, no Punjab, norte da Índia, depois de ter sido atropelado por um veículo enquanto dava um passeio. Apesar de ter sido transportado de urgência para o hospital, as graves lesões na cabeça acabaram por ser fatais.
Conhecido como o “Tornado com turbante”, Fauja Singh tornou-se uma figura lendária no atletismo mundial ao demonstrar que a idade pode ser apenas um número. Começou a correr aos 89 anos, já após emigrar para o Reino Unido, procurando no desporto uma forma de superar a dor da morte do filho.
Uma lenda forjada contra o tempo
A sua estreia num grande evento deu-se no ano 2000, quando completou a Maratona de Londres em 6 horas e 54 minutos, um feito que surpreendeu a comunidade internacional do atletismo. No entanto, o seu momento mais mediático aconteceu em outubro de 2011, em Toronto, quando, com 100 anos, bateu oito recordes mundiais para atletas com mais de 95 anos, em distâncias que variaram entre os 100 e os 5.000 metros.
“Corria com ambos os pés no ar. Foi incrível”, descreveu Doug Smith, copresidente da Ontario Masters Athletics, em declarações ao The New York Times. Três dias depois, completava o Maratona de Toronto em 8 horas, 25 minutos e 16 segundos, tornando-se no primeiro centenário a conseguir tal feito.
Um exemplo de superação e longevidade
Fauja Singh regressou à Índia durante a pandemia de covid-19, após vários anos no Reino Unido. Mesmo fora das grandes competições, manteve o hábito de correr e de inspirar gerações mais jovens com a sua história de superação.
A sua morte, trágica e inesperada, acontece num momento em que era considerado um símbolo vivo da capacidade humana de desafiar limites. Singh deixa um legado de resiliência, humildade e dedicação ao desporto, sendo recordado como um verdadeiro embaixador da longevidade ativa.











